Polícia prende PMs que mantinham negócios com Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle

A relação dos PMs com Lessa era por negócios de compra e venda de armas e máquinas caça-níqueis

Ronnie Lessa
Ronnie Lessa (Foto: Lucas Landau/Reuters)


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Brasil de Fato | Rio de Janeiro (RJ) - Uma operação da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Homicídios da Capital, e da Corregedoria da Polícia Militar cumpriu nesta quinta-feira (7) 21 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro. Seis policiais militares alvos da ação são ligados a Ronnie Lessa, preso pelas mortes da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes.

A relação dos PMs com Lessa era por negócios de compra e venda de armas e máquinas caça-níqueis. A ação envolveu mais de 100 agentes e apreendeu, em diversos bairros, armas, computadores, celulares e dinheiro em espécie.

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A Polícia informou que a ação não tem relação com a morte de Marielle, mas a investigação que levou à operação desta quinta-feira (7) foi iniciada a partir de pistas que apareceram durante a investigação do crime contra a vereadora, executada junto com seu motorista em março de 2018.

Apesar de estar preso desde 2019, junto com o também ex-PM Élcio Queiroz, a investigação que  já dura quatro anos sobre a morte da vereadora não conseguiu elucidar quem foi o mandante do crime.

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Uma das linhas de investigação aponta o ex-capitão da PM Adriano da Nóbrega, condecorado com a maior honraria do estado pelo então deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos) e citado no caso das "rachadinhas" do filho de Jair Bolsonaro, como um dos mentores da morte da parlamentar do Psol.

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