Polícia matou 2 mil pessoas em 482 chacinas no Rio desde 2007, aponta pesquisa
Levantamento é do Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), que reúne pesquisadores de segurança pública da UFF
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247 - Desde 2007, a polícia no Rio de Janeiro realizou cerca de 500 operações com alta letalidade na região metropolitana, levando à morte de quase 2 mil pessoas, segundo dados levantados pelo Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos (Geni), que reúne pesquisadores de segurança pública da UFF, e que foram divulgados pelo Uol.
O levantamento registrou 482 operações com alta letalidade (chacinas), com saldo de 1.962 mortos pela polícia. Essas ações correspondem a 15% de todos os homicídios por intervenção policial no Grande Rio nos últimos 15 anos.
Segundo os pesquisadores da UFF, as chacinas policiais ocorrem quando há três ou mais mortos civis.
Mesmo com determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) impedindo ações policiais em favelas durante a pandemia, o número de chacinas têm aumentado no Rio de Janeiro (nesse ano, se destacaram as no Complexo do Salgueiro e no Jacarezinho). Até o fim de novembro, foram 160 mortes no Grande Rio — um aumento de 27% em relação a todo ano anterior.
Os dados também mostram a relação de mortes entre policiais e civis durante as operações com alta letalidade. Para cada policial vitimado, são 150 mortos. Nas 482 ações que resultaram em chacinas, 13 policiais foram assassinados.
Entre janeiro de 1998 e março deste ano, 20.957 pessoas morreram em confronto com a polícia no Estado do Rio, o equivalente a uma morte a cada dez horas, em média, nestes 23 anos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) divulgados em maio deste ano.
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