Polícia investiga ligação entre Fifa e cambistas

A Polícia Civil do Rio investiga se existe relação entre uma quadrilha de cambistas que vendia ingressos para a Copa, integrantes da Fifa, da delegação do Brasil e de outros países; a quadrilha confessou ter atuado em outros quatro mundiais; grupo chegava a faturar R$ 1 milhão por jogo, e poderia lucrar cerca de R$ 200 milhões neste Mundial; ingresso para a final no Maracanã, por exemplo, valia R$ 35 mil; o delegado titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), Fábio Barucke, confirma que há há indícios de participação de integrantes da Fifa no esquema; outras sete pessoas estão sendo procuradas

A Polícia Civil do Rio investiga se existe relação entre uma quadrilha de cambistas que vendia ingressos para a Copa, integrantes da Fifa, da delegação do Brasil e de outros países; a quadrilha confessou ter atuado em outros quatro mundiais; grupo chegava a faturar R$ 1 milhão por jogo, e poderia lucrar cerca de R$ 200 milhões neste Mundial; ingresso para a final no Maracanã, por exemplo, valia R$ 35 mil; o delegado titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), Fábio Barucke, confirma que há há indícios de participação de integrantes da Fifa no esquema; outras sete pessoas estão sendo procuradas
A Polícia Civil do Rio investiga se existe relação entre uma quadrilha de cambistas que vendia ingressos para a Copa, integrantes da Fifa, da delegação do Brasil e de outros países; a quadrilha confessou ter atuado em outros quatro mundiais; grupo chegava a faturar R$ 1 milhão por jogo, e poderia lucrar cerca de R$ 200 milhões neste Mundial; ingresso para a final no Maracanã, por exemplo, valia R$ 35 mil; o delegado titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), Fábio Barucke, confirma que há há indícios de participação de integrantes da Fifa no esquema; outras sete pessoas estão sendo procuradas (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 – A Polícia Civil do Rio investiga se existe relação entre uma quadrilha de cambistas que vendia ingressos para a Copa do Mundo, integrantes da Fifa, da delegação do Brasil e de outros países. A quadrilha confessou ter atuado em outros quatro mundiais. Segundo as investigações, o grupo chegava a faturar R$ 1 milhão por jogo, e poderia lucrar cerca de R$ 200 milhões nesta Copa. Um ingresso para a final no Maracanã, por exemplo, estava custando R$ 35 mil. Nesta terça-feira (1), 11 pessoas foram presas – nove no Rio e duas em São Paulo – durante uma operação da polícia, que cumpriu 20 mandados de busca e apreensão. A quadrilha teria conseguido 50 ingressos que seriam vendidos por mil euros cada. O delegado titular da 18ª DP (Praça da Bandeira), Fábio Barucke, confirma que há há indícios de participação de integrantes da Fifa no esquema. Outras sete pessoas estão sendo procuradas.

Entre os detidos está o argelino naturalizado francês Mohamadou Lamine Fofana, de 57 anos. Acusado de ser o chefe do grupo, ele dizia que era empresário ligado ao futebol. Além de ter acesso a áreas exclusivas da Fifa, o argelino foi visto entrando no Copacabana Palace, onde está hospedada toda a cúpula da organização. Curiosamente, no mesmo local, dois ingleses foram flagrados, no dia 21, vendendo ingressos do Mundial.

De acordo com delegado, os envolvidos compravam ingressos distribuídos pela Fifa como cortesia e os revendiam a preços muito acima em comparação com os da tabela da entidade. Barucke afirma que "membros da quadrilha presos recebiam pedidos de ingressos, entravam no Copacabana Palace e saiam com as entradas encomendadas". "Temos elementos suficientes para entender que há pessoas da Fifa envolvidas", acrescentou.

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As investigações apontam, ainda, que os cambistas usavam três agências de turismo em Copacabana, bairro na Zona Sul do Rio, para entrar em contato com turistas que queriam comprar ingressos. Os envolvidos também utilizavam as empresas para lavar o dinheiro arrecadado com a venda dos bilhetes. As agências foram interditadas.

Os 11 cambistas foram levados para o Complexo Penitenciário de Gericinó e responderão pelos crimes por cambismo, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. No mesmo local, estão presos quatro chilenos, um paraguaio e um colombiano, flagrados dentro do Maracanã dentro do Maracanã, no dia 18 de junho, com credenciais falsas durante o jogo Chile x Espanha.

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A Fifa ainda não se pronunciou acerca do caso e disse apenas que não foi notificada pela Justiça.

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