‘Pobres morrerão nas portas dos hospitais’, diz o professor da USP Miguel Srougi

"Quem vai sofrer mais são os pobres, mais vulneráveis. Eles vão morrer nas portas dos hospitais, não vão conseguir entrar, muito menos receber um tubo para respirar e sobreviver à pneumonia", diz Miguel Srougi, cirurgião e professor da USP

Miguel Srougi
Miguel Srougi (Foto: Reprodução/Youtube)


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247 - Cirurgião e professor da USP, Miguel Srougi, 73 anos, critica a maneira como o governo Jair Bolsonaro tem conduzido a crise do coronavírus. De acordo com o docente, a infraestrutura hospitalar brasileira sinaliza que os mais vulneráveis ficarão sem atendimento no pico da pandemia.

"Quem vai sofrer mais são os pobres, mais vulneráveis. Eles vão morrer nas portas dos hospitais, não vão conseguir entrar, muito menos receber um tubo para respirar e sobreviver à pneumonia. O pobre vai morrer na calçada", disse ele, que é médico urologista. Os relatos foram publicados no jornal O Globo.

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De acordo com professor, "os hospitais já estão reduzindo o número de cirurgias eletivas, o que não for urgente será adiado". 

"Hospitais estão se preparando para receber pacientes. Em áreas específicas, este pessoal é muito competente e está fazendo isso direitinho. Mas como teremos aumentos de casos, isso pode afetar muito. Nos últimos dez anos foram fechados de 40 mil a 50 mil leitos no país do SUS, por falta de recursos", afirmou. 

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"Um sistema combalido, degradado em um país que tanto necessita. Os governos que recorrem aos hospitais privados têm uma lógica, mas nenhum deles vai transformar suas estruturas, caras e complexas, em hospitais de campanha. Mas certamente eles terão que colaborar".

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