PM reformado pediu ajuda a Queiroz para condenados no caso Amarildo, diz MP-RJ

Ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz usou o celular da esposa para enviar um áudio ao PM Heyder Maduro Cardozo, condenado por tortura seguida de morte no caso Amarildo. Em um áudio, o ex-assessor do parlamentar disse a Heyder que poderia fazer contato com "a cúpula de cima". Segundo o MP-RJ, era um sinal de que teria preservado sua influência política

Fabrício Queiroz e Amarildo Dias de Souza
Fabrício Queiroz e Amarildo Dias de Souza (Foto: Polícia Civil | Reprodução)


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247 - O policial militar reformado Heyder Maduro Cardozo, que já cumpriu pena por homicídio, pediu ajuda para dois dos condenados pela tortura e morte do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho de 2013 na favela da Rocinha, na zona sul do Rio. Às 9h55 de 23 de agosto de 2019, três após o major e outros 12 policiais militares serem condenados por tortura seguida de morte, o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Fabrício Queiroz, que está preso, usou o celular da esposa Márcia Oliveira de Aguiar para enviar um áudio a Heyder.

Em um dos áudios, o ex-assessor do parlamentar disse a Heyder que poderia fazer contato com "a cúpula de cima". Segundo promotores, era um sinal de que teria preservado sua influência política. "Avisa pro doutor aí, cara, se quiser algum contato pessoal aí, com... a cúpula de cima aí, faz contato, valeu? Dá pra encaminhar", disse.

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"Se tiver alguma coisa pra falar, fala por aqui ou por aquele telefone que tá com minha filha, tá bom? Quando eu entro na cidade em que eu tô, eu desligo os telefones", disse, indicando que adotava o procedimento para dificultar a localização, de acordo com o MP-RJ. Os relatos foram publicados no portal Uol.

Queiroz foi preso na última quinta-feira (18) no município de Atibaia, interior de São Paulo. Ele é acusado de participação em um esquema de lavagem de dinheiro na Assembleia Legislativa do Rio, onde assessorava Flávio Bolsonaro, que era deputada estadual antes de ser eleito senador. O ex-assessor movimentou R$ 7 milhões de 2014 a 2017, de acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf). Ao ser encontrado por policiais, Queiroz estava escondido em um imóvel do advogado Frederick Wassef, que defendia o filho de Jair Bolsonaro. 

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O advogado Saulo Salles, que representou os oficiais no processo criminal, disse ter sido surpreendido pela informação. "Confesso que estou surpreso com essa situação. Como o processo é sigiloso, não é possível saber o que tem no inquérito. A defesa não tem informações sobre esse episódio. Não fui procurado formalmente pelo MP-RJ", informou. 

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