PM instaura inquérito contra coronel. Doria quer usar caso como exemplo

O Inquérito Policial-Militar está apurando se o coronel Aleksander de Lacerda cometeu possível infração do artigo 166 do Código Penal Militar, que é fazer crítica sem autorização a superior ou ao governo. A punição se tornou uma questão de honra para João Doria, que pretende tornar o caso um exemplo para a tropa. O militar fez convocações para um ato golpista

Coronel Aleksander Lacerda
Coronel Aleksander Lacerda (Foto: Câmara Municipal de Sorocaba)


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247 - O comando da Polícia Militar de São Paulo abriu um Inquérito Policial-Militar (IPM) após requisição do Ministério Público Estadual (MPE) com o objetivo de apurar o comportamento do coronel Aleksander de Lacerda, que fez convocações para o comparecimento da população ao ato golpista marcado para o dia de 7 de Setembro. O IPM está apurando possível infração do artigo 166 do Código Penal Militar, que é fazer crítica sem autorização a superior ou ao governo, delito punido com pena de 2 meses a um ano de prisão. Na esfera administrativa, a punição pode ser desde uma advertência até a expulsão, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

O coronel fez manifestações favoráveis a um golpe, ao escrever nas redes sociais que "liberdade não se ganha, se toma". Também atacou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao afirmar que sente "nojo" da instituição e disse que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seria uma "cepa indiana".

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A punição do coronel se tornou uma questão de honra para o chefe do executivo paulista, que pretende tornar o caso um exemplo para a tropa. 

Em São Paulo, o ato do 7 de Setembro será realizado na Avenida Paulista e deverá ter a presença de Bolsonaro. Setores da inteligência da Polícia Civil passaram a temer que parte dos manifestantes compareça armada aos protestos. Deputados da bancada da bala paulista negaram a informação. "Nós vamos cumprir a Constituição e ela veda manifestações armadas", afirmou o deputado federal coronel Tadeu (PSL-SP).

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