PM do Rio tem “acerto” com o crime, diz ministro da Justiça
Para o ministro da Justiça, Torquato Jardim, o comando da Polícia Militar no Rio de Janeiro decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado e que os comandantes são “sócios do crime"; o governador do Estado, Luiz Fernando Pezão reagiu às declarações dizendo que "as escolhas de comandos de batalhões e delegacias são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos"
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Rio 247 - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, fez declarações contundentes sobre a segurança pública no Rio de Janeiro. Para ele, o comando da Polícia Militar no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado e que os comandantes são “sócios do crime”. O ministro vai além: o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não controlam a PM.
Para Torquato, o assassinato do tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira, que comandava o 3º Batalhão da PM carioca, no bairro do Méier, não foi resultado de um assalto, mas sim, um “acerto de contas”. O ministro esteve reunido com o governador Luiz Fernando Pezão e com o Secretário de Segurança estadual, Roberto Sá
Segundo Torquato, está ocorrendo uma mudança no perfil do comando da criminalidade no Rio, com a milícia assumindo o controle do narcotráfico. Na avaliação do ministro, o crime organizado “deixou de ser vertical. Passou a ser uma operação horizontal, muito mais difícil de controlar.” Desse modo, os comandantes de batalhão passam a ter influência. Com a horizontaliação, cada um fica “dono de um pedaço”, diz o ministro.”
Torquato diz acreditar que o socorro do governo federal ao Rio, envolvendo as Forças Armadas, a Força Nacional de Segurança, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária, vai atenuar os problemas. Mas “a virada da curva ficará para 2019, com outro presidente e outro governador. Com o atual governo do Rio não será possível.”
O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), se manifestou na tarde desta terça-feira (31), por meio de nota à imprensa, sobre as críticas do ministro da Justiça, Torquato Jardim em relação à condução da segurança pública por parte do governo estadual. Pezão afirmou que "o governo do Estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos".
De acordo com Pezão, as escolhas de comandos de batalhões e delegacias são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos. O governador disse ainda que o ministro da Justiça nunca o procurou para tratar dos problemas relacionados à violência no RJ.
Leia a seguir a íntegra da nota:
O governador Luiz Fernando Pezão afirma que o governo do estado e o comando da Polícia Militar não negociam com criminosos, ressaltando que "o comandante da PM, coronel Wolney Dias, é um profissional íntegro". O governador destaca ainda que o ministro da Justiça, Torquato Jardim, nunca o procurou para tratar do assunto abordado pelo ministro na entrevista concedida ao UOL. Pezão frisa também que as escolhas de comandos de batalhões e delegacias fluminenses são decisões técnicas e que jamais recebeu pedidos de deputados para tais cargos.
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