Picciani consegue assinaturas para retornar à liderança do PMDB
Deputado protocolou nesta manhã na Secretaria Geral da Mesa indicação do PMDB para sua recondução à liderança do partido na Câmara; o deputado Leonardo Quintão (MG) havia assumido a liderança do PMDB na última quarta-feira 9, após apresentar requerimento com 35 assinaturas; nesta quinta-feira, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) apresentou lista com 36 assinaturas apoiando a sua liderança
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Luiz Gustavo Xavier, Agência Câmara - O deputado Leonardo Picciani (RJ) acabou de protocolar na Secretaria Geral da Mesa indicação do PMDB para sua recondução à liderança do partido na Câmara dos Deputados.
O deputado Leonardo Quintão (MG) havia assumido a liderança do PMDB na última quarta-feira (9), após apresentar requerimento com 35 assinaturas, uma a mais do que o necessário para substituir o líder, uma vez que o partido conta com 66 parlamentares.
Na manhã desta quinta-feira (17), Picciani apresentou lista com 36 assinaturas apoiando a sua liderança, incluindo os deputados Pedro Paulo, ex-secretário municipal de governo do Rio de Janeiro; e Marco Antônio Cabral, ex-secretário do Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro, que retornaram à Câmara por decisão do diretório estadual (RJ). Segundo Picciani, a volta dos dois deputados não foi para apoiar sua liderança, mas para defender a posição do partido no Rio de Janeiro, que é contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Tensão política
Picciani informou que ficará na liderança até fevereiro, quando estão previstas novas eleições para escolher o líder do PMDB. Ele afirmou que sua volta representa uma reação à mudança que escolheu o deputado Quintão, que não seguiu a tradição do PMDB de trocar a liderança apenas através de eleições.
O deputado acrescentou que o PMDB tem que contribuir com o País e afirmou que não há tensão interna no partido, mas apenas um tensionamento político devido a questões como ajuste fiscal e impeachment.
Picciani acrescentou que o partido não está dividido. Em relação ao impeachment, ele afirmou que é pessoalmente contra, mas que irá dialogar com seus colegas, e não impor a sua visão. "Ninguém é dono do partido", disse.
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