PGR: Wilson Witzel criou 'rachadinha da saúde'

A Procuradoria-Geral da República apontou que, na gestão do governador afastado Wilson Witzel, teria sido instituída uma espécie de "rachadinha" de repasses do Fundo Estadual de Saúde a sete prefeituras

Wilson Witzel
Wilson Witzel (Foto: Tânia Rêgo - ABR)


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247 - A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que, na gestão do governador afastado Wilson Witzel e do ex-secretário Edmar Santos, teria sido instituída uma espécie de "rachadinha" de repasses do Fundo Estadual de Saúde a sete prefeituras. Do total transferido para esses municípios, o grupo receberia de volta 10% do valor. O Ministério Público Federal (MPF) citou a modalidade de desvio ao apresentar a segunda denúncia em que aponta Witzel como líder da organização criminosa. Os relatos foram publicados em reportagem do jornal O Globo

Apontado como operador financeiro do grupo, o empresário Edson Torres afirmou que a Secretaria estadual de Saúde planejou transferir R$ 600 milhões aos fundos municipais de Saúde, para o montante entrar no cálculo do valor mínimo constitucional a ser aplicado na área. De acordo com a denúncia, os envolvidos no esquema queriam superfaturar obras em algumas cidades com o objetivo de reverter o lucro para o núcleo comandado pelo Pastor Everaldo.

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"Houve também ajustes de pagamento de vantagem indevida, devendo o gestor do município agraciado com a verba devolver parte do valor para o grupo que o direcionou. Em Petrópolis, São João de Meriti, Paracambi e Itaboraí houve o ajuste de retorno de valores de 10% para o grupo. O valor era recolhido junto aos prefeitos, ou a quem eles indicavam, por Pedro Osório, que entregava o dinheiro para o Edson Torres ou para Pastor Everaldo", disse Torres. 

"Além destes municípios, também foram recolhidos valores nas cidades de Magé, Saquarema e São Gonçalo. Nesses três municípios, o recolhimento foi feito por pessoa de nome Leandro Pinto Coccaro, empresário na área de medicamentos", acrescentou. 

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Em delação premiada, Edmar Santos confirmou o esquema e disse que, além dos recursos de Fundo Estadual de Saúde, foi criada outra fonte de pagamento, porque a primeira só poderia ser realizada após a compra ou a realização de obra pelo município. O ex-secretário afirmou que partiu dele e sua equipe a ideia de criar o Finansus, com um orçamento de R$ 2 bilhões, em que os repasses pudessem ser feitos para custear gastos futuros.

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