PGR: Cunha recebeu propina em obras da Rio 2016
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é acusado de receber dinheiro para atuar na concessão de benefícios a empreiteiras de obras da Rio-2016; a pedido de construtoras, Cunha negociou modificações no texto de uma Medida Provisória que concedeu isenções tributárias a empresas executoras de obras da Olimpíada; PGR aponta que o deputado cobrou R$ 1,9 milhão para atuar no caso; valor teria sido pago em duas parcelas: R$ 1,5 milhão e R$ 400 mil
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Rio 247 - Surge mais uma denúncia de corrupção envolvendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), Cunha é acusado de receber dinheiro para atuar na concessão de benefícios a empreiteiras de obras da Rio-2016.
Segundo a procuradoria, a pedido de construtoras, Cunha negociou modificações no texto de uma Medida Provisória que concedeu isenções tributárias a empresas executoras de obras da Olimpíada. A PGR aponta que o deputado cobrou R$ 1,9 milhão para atuar no caso. O valor teria sido pago em duas parcelas: R$ 1,5 milhão e R$ 400 mil.
A PGR citou documentos e informações de delações premiadas para embasar o pedido de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e do mandato de deputado.
Além de ser acusado de receber propinas em contratos da Petrobras e de manter contas não declaradas na Suíça, o peemedebista artífice do impeachment da presidente Dilma Rousseff também é acusado pelo Ministério Público de atuar para a liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS para obras indicadas por empreiteiras.
segundo a denúncia da PGR, Cunha teria recebido R$ 52 milhões para a liberação dos recursos do FI-FGTS e diz que o esquema seria operado por um Fábio Cleto, apadrinhado político de Cunha que trabalhou como gestor do FI-FGTS.
O pedido de afastamento de Cunha deve ser julgado só em fevereiro pelo Supremo Tribunal Federal.
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