PF encontra indícios de pagamento de propina para Pezão

Polícia Federal enviou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, um novo relatório sobre o esquema de corrupção no governo de Sérgio Cabral (PMDB), com indícios de pagamento de propina para o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), segundo informações do RJTV desta quarta-feira (21); segundo os agentes da força-tarefa da Operação Lava Jato, o nome de Pezão aparece em uma troca de mensagens de um operador do esquema comandado por Sérgio Cabral, que está preso desde novembro do ano passado; o operador é Luiz Carlos Bezerra, identificado na operação como homem da mala da organização criminosa de Cabral

Brasília - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa reúne-se com o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa reúne-se com o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Aquiles Lins)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Jornal do Brasil - A Polícia Federal enviou ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, um novo relatório sobre o esquema de corrupção no governo de Sérgio Cabral (PMDB), com indícios de pagamento de propina para o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), segundo informações do RJTV desta quarta-feira (21).

Segundo os agentes da força-tarefa da Operação Lava Jato, o nome de Pezão aparece em uma troca de mensagens de um operador do esquema comandado por Sérgio Cabral, que está preso desde novembro do ano passado. O operador é Luiz Carlos Bezerra, identificado na operação como homem da mala da organização criminosa de Cabral.

No início de maio, em depoimento à Justiça Federal do Rio, o ex-secretário de Obras do governo Sérgio Cabral Hudson Braga confirmou o caixa 2 na campanha à reeleição de Pezão, em 2014, e o pagamento de 1% de propina em obras, conhecida como "taxa de oxigênio". Hudson acrescentou que ficou com R$ 3 milhões de "sobras de campanha" e guardou o dinheiro em um cofre da empresa Transexpert. Hudson Braga foi coordenador da campanha de Pezão e está preso com Complexo Penitenciário de Gericinó.

continua após o anúncio

Pezão negou as acusações feitas por Hudson, em depoimento ao juiz Marcelo Bretas, de que teria feito uso de verba sem origem declarada durante a campanha que elegeu Pezão ao governo do estado, em 2014. O governador disse que cabe a Hudson responder as acusações e que não tem nada a temer em relação as suas contas. "Ele (Braga) responde pela parte que ele falou, que eu não sei. Vou esperar sair oficialmente", comentou o governador após uma reunião no ministério da Justiça.

Visivelmente contrariado ao ser questionado sobre o assunto, Pezão não explicou o que quis dizer com "esperar sair oficialmente", já que o depoimento foi divulgado pela própria Justiça Federal. À época, o governador havia dito que já foi investigado pela Polícia Federal em inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e que nada foi encontrado contra ele. O inquérito citado por Pezão foi aberto após a delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, mas como não conseguiu obter dados complementares a partir de outros delatores a polícia não encontrou provas materiais dos supostos pagamentos feitos pelas empreiteiras ao governador.

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247