Pezão: 'qualquer subsídio tem que vir na tarifa'
O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, admitiu que o usuário é quem pagará pelo subsídio ao transporte público. A proposta enviada pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa (Alerj) para ajustar as finanças do Estado tem como uma das consequências o repasse para as tarifas do transporte público qualquer reajuste, transferindo o aumento para os usuários; “Qualquer subsídio tem que vir na tarifa. Não dá mais para o Estado aumentar esse subsídio”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão; de acordo com o governador, o Estado tem de subsídios no Bilhete Único R$ 600 milhões e a intenção é racionalizar esses custos
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Rio 247 - O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, admitiu que o usuário é quem pagará pelo subsídio ao transporte público. A proposta enviada pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para ajustar as finanças do Estado tem como uma das consequências o repasse para as tarifas do transporte público qualquer reajuste, transferindo o aumento para os usuários.
“Qualquer subsídio tem que vir na tarifa. Não dá mais para o Estado aumentar esse subsídio”, afirmou o governador Luiz Fernando Pezão, na manhã desta terça-feira (3), ao Bom Dia Rio. De acordo com o governador, o Estado tem de subsídios no Bilhete Único R$ 600 milhões e a intenção é racionalizar esses custos.
Entre as medidas está a tentativa de reduzir as fraudes. “Por isso que a gente está botando biometria para acabar com as fraudes. Queremos hoje uma delegacia só para combater fraudes no Bilhete Único. Nós já reduzimos quase 10%. Temos previsões de conseguir mais 10% com a biometria facial”, acrescentou.
Segundo Pezão, se as medidas forem todas implementadas de uma vez darão reforço de R$ 13,5 bilhões ao caixa do estado. “Resolve o problema do estado estrutural da previdência das suas receitas, do esforço que o tesouro tem que fazer hoje de cuidado do ativo e do inativo, de valorizar o seu funcionalismo", afirmou.
Sobre a crise, o governo do Rio já havia dito que os preços do petróleo despencaram no mercado internacional nos últimos meses. Em 2014, a arrecadação com os royalties foi de R$ 8,7 bilhões. No ano passado, ela passou para R$ 5,5 bilhões, uma redução de 39. De acordo com o executivo, os cofres do estado receberam R$ 6 bilhões a menos em Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
O projeto de lei para ajustar as finanças do Estado do Rio foi entregue pelo governador à Alerj nesta terça (2), durante a reabertura dos trabalhos da Casa. As 11 medidas do Executivo para sanar o rombo nas contas públicas incluem, na Previdência, elevação da contribuição dos servidores estaduais, de 11 para 14%, e cotização do RioPrevidência, para cobrir déficit. Atualmente, o estado tem 221.270 servidores ativos e 222.199 inativos e pensionistas.
“Será que é justo 66% do funcionalismo público ter aposentadoria especial e se aposentar antes dos 50 anos ganhando no teto e continuar recebendo? Não estou fazendo nada contra quem é funcionário público ou tirar direito adquirido das pessoas. Estamos discutindo a previdência pública, principalmente para o futuro, quero discutir a idade mínima. Não temos utopia que apresentamos esse projeto e de que ele vai ser todo aprovado para 2016. A gente quer e sabe que ele vai ser escalonado", complementou.
Outra questão polêmica do projeto é a extinção de uma autarquia e seis fundações. Segundo o governador, com a extinção das fundações o Estado do Rio economizaria cerca de R$ 350 milhões por ano.
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