Pezão: ‘prefiro que Brasília mande dinheiro do que Exército’

O governador Luzi Fernando Pezão comentou sobre a segurança pública e reforçou que o estado de calamidade financeira agravou a crise na área; “Sem dinheiro, eu não posso, por exemplo, pagar o bico dos policiais”, disse; o chefe do executivo estadual fez referência ao Regime Adicional de Serviço (RAS), que permite ao militar trabalhar para a Polícia Militar em suas folgas, como é comum o policial fazer para empresas privadas; “Eu costumo dizer que prefiro que Brasília mande dinheiro do que o Exército. Afinal, a nossa polícia, mal ou bem, conhece melhor o terreno da criminalidade do Rio”, acrescentou

Brasília - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa reúne-se com o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa reúne-se com o Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O governador do Rio de Janeiro, Luzi Fernando Pezão, comentou sobre a segurança pública e reforçou que o estado de calamidade financeira agravou a crise na área. “Sem dinheiro, eu não posso, por exemplo, pagar o bico dos policiais”, disse. Seus relatos foram publicados no Blog da Turma da Coluna.

O chefe do executivo estadual fez referência ao Regime Adicional de Serviço (RAS), que permite ao militar trabalhar para a Polícia Militar em suas folgas, como é comum o policial fazer para empresas privadas. “Eu costumo dizer que prefiro que Brasília mande dinheiro do que o Exército. Afinal, a nossa polícia, mal ou bem, conhece melhor o terreno da criminalidade do Rio”, acrescentou.

Pezão disse que não foge de sua responsabilidade. “Mas tem hora em que eu me sinto enxugando gelo”, afirmou ele, acrescentando que que o governo federal pouco faz para evitar a entrada de drogas e armas por terra e mar. “Desde que assumi, vou a Brasília a cada 40 dias, pelo menos, cobrar o aumento de fiscalização nas estradas. Estava entrando fuzil da Venezuela e, depois, das Farc. O ‘Zé’ Eduardo (José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça de Dilma) tinha me prometido reforçar a Polícia Rodoviária com 300 policiais e, até agora, nada”, continuou.

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Confira agora o resumo de alguns indicadores (comparativo acumulado janeiro/maio 2016 e janeiro/maio 2017) divulgado no site do Instituto de Segurança Pública:

• Homicídio Doloso – Aumento de 11%(2.099 em 2016 – 2.329 em 2017).
• Letalidade Violenta (Homicídio Doloso, Latrocínio, Lesão Corporal Seguida de Morte e Homicídio Decorrente de Oposição à Intervenção Policial) – Aumento de 16,4% (2.528 em 2016 – 2.942 em 2017).
• Policiais Civis e Militares Mortos em Serviço – Redução de uma vítima (15 em 2016 – 14 em 2017).

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 Indicadores de produtividade policial (comparativo acumulado janeiro/maio 2.016 e janeiro/maio2.017):

• Recuperação de veículos – Aumento de 31% (11.752 em 2016 – 15.392 em 2017). 
• Prisões (Guia de Recolhimento de Preso) – Redução de 4,2% (17.128 em 2016 – 16.408 em 2017).
• Prisões (Auto de Prisão em Flagrante e Cumprimento de Mandado) – Redução de 9,3% (21.916 em 2016 – 19.876 em 2017).
• Apreensões de Adolescentes (Guia de Apreensão de Adolescente Infrator) – Redução de 17,8% (4.298 em 2016 – 3.531 em 2017).

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