Pezão deu aval para caixa 2 de R$ 5 milhões, diz delator

Em seu acordo de delação premiada, o marqueteiro Renato Pereira, responsável pelas últimas campanhas do PMDB no Rio, contou,que a empreiteira Andrade Gutierrez usou duas das principais agências de publicidade brasileiras — Propeg e NBS — para repassar R$ 5 milhões à campanha do governador Luiz Fernando Pezão; os valores não foram declarados à Justiça Eleitoral; delação de Pereira ainda aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal (STF)

Governador Luiz Fernando Pezão e prefeitos discutem medidas contra a crise econômica nas cidades no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro em reunião no Palácio Guanabara (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Governador Luiz Fernando Pezão e prefeitos discutem medidas contra a crise econômica nas cidades no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro em reunião no Palácio Guanabara (Fernando Frazão/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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Rio 247 - O marqueteiro Renato Pereira contou, em acordo de colaboração premiada assinado com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que a empreiteira Andrade Gutierrez usou duas das principais agências de publicidade brasileiras — Propeg e NBS — para repassar R$ 5 milhões à campanha do governador Luiz Fernando Pezão. Os valores não foram declarados à Justiça Eleitoral. A delação ainda aguarda homologação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Pereira afirmou que o próprio Pezão o chamou, em setembro de 2014, a seu apartamento, em Laranjeiras, para informá-lo que havia conversado com Sérgio Andrade, um dos donos da Andrade Gutierrez. Na ocasião, o então candidato disse a ele que a empreiteira faria um repasse de R$ 10 milhões à campanha, valor que acabaria sendo reduzido, nos dias seguintes, para R$ 5 milhões, segundo o relato.

A operacionalização do pagamento coube a Alberto Quintaes, então diretor comercial da Andrade Gutierrez e delator da Lava-Jato. Como O GLOBO mostrou ontem, Pereira contou em sua delação que o marketing da campanha de Pezão custou R$ 40 milhões, quase o dobro do que foi oficialmente declarado (R$ 21,8 milhões).

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De acordo com o delator, Quintaes se reuniu com um de seus sócios, Eduardo Villela, para acertar detalhes do pagamento à campanha de Pezão via agências de publicidade que prestavam serviços a empresas ligadas à empreiteira. O marqueteiro diz ter recebido R$ 3 milhões por meio da agência NBS, que detinha desde 2002 a conta de publicidade da operadora Oi, controlada por grupo do qual fazia parte a Andrade Gutierrez.

As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.

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