Pezão cobra mudança de lei para evitar fugas

Governador do Rio disse que pretende mobilizar o Congresso para votar mudanças na legislação penal, para evitar que criminosos perigosos com longas condenações sejam soltos por meio da progressão de regime. De acordo com o governo, o objetivo é impedir esses criminosos de voltar a liderar facções nas favelas de origem

Governador do Rio disse que pretende mobilizar o Congresso para votar mudanças na legislação penal, para evitar que criminosos perigosos com longas condenações sejam soltos por meio da progressão de regime. De acordo com o governo, o objetivo é impedir esses criminosos de voltar a liderar facções nas favelas de origem
Governador do Rio disse que pretende mobilizar o Congresso para votar mudanças na legislação penal, para evitar que criminosos perigosos com longas condenações sejam soltos por meio da progressão de regime. De acordo com o governo, o objetivo é impedir esses criminosos de voltar a liderar facções nas favelas de origem (Foto: Gisele Federicce)


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Vladimir Platonow - Repórter da Agência Brasil

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse nesta sexta-feira 2 que pretende mobilizar o Congresso para votar mudanças na legislação penal, para evitar que criminosos perigosos com longas condenações sejam soltos por meio da progressão de regime. De acordo com o governo, o objetivo é impedir esses criminosos de voltar a liderar facções nas favelas de origem.

"Só o Avião [Eduardo Herculano da Silva], que prendemos [no Complexo da Maré], estava em regime semiaberto. Tinha 30 anos de prisão e não voltou mais. Então, a gente tem que ir ao Congresso Nacional, levar nossas reivindicações, falar com nossos líderes, pedir que isso mude", disse Pezão. Segundo a polícia, o traficante é suspeito de trazer mensalmente mais de 200 quilos de cocaína da Bolívia e do Paraguai para favelas cariocas.

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O governador visitou o Complexo da Maré, junto com o comandante militar do Leste, general Francisco Carlos Modesto; o comandante da Força de Pacificação, general Roberto Escoto; e o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.

Pezão comentou sobre os recentes confrontos entre criminosos e policiais, que vêm resultando na morte e no ferimento de vários policiais militares (PMs), em comunidades até então consideradas pacificadas, como Complexo do Alemão e Rocinha. O governador ressaltou que não haverá retrocesso na política de pacificação.

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"Vamos ir com o Bope [Batalhão de Operações Especiais] e com o [Batalhão de] Choque. Se precisar pedir ajuda ao Exército, vou pedir. Também farei a transferência [para presídios federais] desses marginais que atacam PMs. Cada vez que pegarmos tocando fogo, depredando patrimônio público ou privado, vamos pedir para transferir para presídios federais. Não tem acordo. Nada vai nos intimidar", disse o governador.

O general Escoto disse que os resultados no primeiro mês da Força de Pacificação na Maré já podem ser sentidos, embora ainda sejam registrados alguns confrontos entre traficantes e os militares. A força formada com 2.700 homens do Exército, da Marinha e da PM começou a atuar na Maré no dia 5 de abril.

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"Nossa presença aqui já tem suprimido a liberdade de ação que as facções criminosas tinham. Hoje, não se vê traficante de fuzil andando na rua e as bocas de fumo não têm mais ponto fixo. Esta área [Baixa do Sapateiro] era conhecida como Faixa de Gaza e agora está sob o nosso controle", destacou o militar.

Escoto garantiu que a região é bem policiada, embora em algumas ruas da comunidade não há presença dos militares. "Esta área é maior que muita cidade brasileira. Tem 130 mil habitantes, em 3,4 quilômetros quadrados. Temos 2.700 homens, em turnos. É impossível ver tropa em todos os locais, mas estamos sempre nos movimentando."

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