Petroleiros fazem vigília e cobram pagamento da PLR

Trabalhadores da Petrobras iniciaram nesta segunda-feira 12 vigília na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro, e prometem repetir o ato diariamente, até que seja paga a participação nos lucros e resultados, referente a 2014; segundo o sindicato, a categoria foi surpreendida pela manifestação da estatal de que não iria pagar na data ajustada (janeiro), por causa do atraso do balanço do terceiro trimestre

Trabalhadores da Petrobras iniciaram nesta segunda-feira 12 vigília na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro, e prometem repetir o ato diariamente, até que seja paga a participação nos lucros e resultados, referente a 2014; segundo o sindicato, a categoria foi surpreendida pela manifestação da estatal de que não iria pagar na data ajustada (janeiro), por causa do atraso do balanço do terceiro trimestre
Trabalhadores da Petrobras iniciaram nesta segunda-feira 12 vigília na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro, e prometem repetir o ato diariamente, até que seja paga a participação nos lucros e resultados, referente a 2014; segundo o sindicato, a categoria foi surpreendida pela manifestação da estatal de que não iria pagar na data ajustada (janeiro), por causa do atraso do balanço do terceiro trimestre (Foto: Gisele Federicce)


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Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

Os trabalhadores da Petrobras iniciaram nesta segunda-feira 12 vigília na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro, e prometem repetir o ato diariamente, até que seja paga a participação nos lucros e resultados (PLR), referente a 2014, a que a categoria tem direito, em cumprimento à Lei 10.101/2000.

Segundo informou à Agência Brasil o diretor-geral do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ), Emanuel Cancella, o valor relativo à PLR do ano passado deveria ser paga no primeiro mês do ano, como ocorre normalmente, "porque o trabalhador petroleiro já tem sua vida financeira e doméstica toda organizada, porque sabe que em torno do dia 10 de janeiro, recebe a PLR".

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Este ano, Cancella disse que a categoria foi surpreendida pela manifestação da estatal de que não iria pagar na data ajustada, por causa do atraso do balanço do terceiro trimestre (de 2014). A divulgação do balanço foi adiada duas vezes pela empresa, devido a fatos vinculados à Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga esquema de corrupção na estatal. A divulgação deve ocorrer até o próximo dia 31, conforme anunciou a companhia no final de dezembro, mesmo sem auditoria da PricewaterhouseCoopers (PwC).

Os petroleiros discordam da postergação do pagamento da PL,R e alegam que durante toda a investigação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instalada para apurar irregularidades envolvendo a empresa, de 2005 e 2014, todos os indicadores da empresa melhoraram. "A Petrobras aumentou a capacidade de refino, fez novas descobertas e, na semana passada, alçou o primeiro posto de empresa produtora de petróleo no mundo, passando a Exxon Mobil, e é a quarta do mundo em produção de petróleo e gás. Então, isso é fruto do trabalho de uma categoria", segundo Cancella.

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Por isso, o diretor do Sindipetro-RJ exige o pagamento da PLR. Os petroleiros reivindicam também o pagamento de aposentados e pensionistas, já definido pela estatal, mas a empresa não diz, no entanto, quando vai pagar. "Nós estamos exigindo que seja pago logo, nós queremos uma política eficaz de combate à corrupção", acrescentou.

Os petroleiros querem ainda o fim dos leilões para exploração de petróleo e gás no país. Emanuel Cancella disse que a direção da Petrobras, tentando conter a insatisfação dos empregados, já comunicou a decisão de antecipar o pagamento da parcela do 13º salário. "Isso alivia um pouco, mas não resolve o problema. Nós vamos continuar em vigília até que ela [presidenta da Petrobras, Graça Foster] cumpra os compromissos que assumiu com a categoria. Nós vamos ficar mobilizando a base", destacou.

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O diretor do Sindipetro-RJ e secretário de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (CUT), Edison Munhoz, reclamou que qualquer trabalhador, "e não só o da Petrobras, acaba pagando a conta de qualquer desvio, de qualquer coisa fora da ética. E mais uma vez eles [dirigentes da Petrobras] tentam empurrar isso para cima do petroleiro". Ele disse que não há desculpa para atrasar o pagamento da PLR, porque a Petrobras, apesar dos problemas provocados pelas denúncias de corrupção, aumentou o lucro e cresceu. "Não tem por que continuar retendo valores quando se sabe que o balanço, mesmo com a dificuldade de fazê-lo no momento, por questões ligadas à corrupção, terá um valor maior [que o anterior]".

Munhoz indicou que a estatal deveria garantir o valor pago em 2014, relativo à PLR do ano anterior, e quitar a diferença mais à frente, quando tiver o balanço em mãos. Por lei, a PLR equivale ao pagamento de até 25% do lucro aos trabalhadores. Segundo Munhoz, a Petrobras está pagando em torno de 15% a 16% do lucro para dividir pelos trabalhadores, "o que pode dar um salário base para o menorzinho, que está lá em baixo, e pode dar um valor que a gente desconhece para aqueles que têm cargo de direção".

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A assessoria de imprensa da Petrobras comunicou que está sendo preparada uma nota sobre a reivindicação dos petroleiros referente à PLR, mas não precisou quando ocorreria a divulgação. Amanhã (13) o Conselho de Administração da empresa vai se reunir a portas fechadaa. A expectativa é que a pauta inclua a aprovação do balanço contábil relativo ao terceiro trimestre do ano passado.

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