Perito preso recebeu ao menos R$ 4,9 milhões de propina, diz MPF

O perito judicial Charles Fonseca William oi citado na delação do doleiro Álvaro Novis, operador financeiro da Fetranspor. Segundo o MPF, a entrega dos valores eram feitas no escritório de perito, em Niterói, e registradas em planilhas com o codinome “Charles”

Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo
Policial federal carrega uma bolsa ao chegar à sede da Polícia Federal em São Paulo (Foto: REUTERS/Nacho Doce)


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247 - A operação Lava Jato no Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (5) o perito judicial Charles Fonseca William, em Niterói.

Segundo o Ministério Público Federal, ele é suspeito de receber R$ 4,9 milhões em propina da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) entre 2012 e 2015.

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O perito judicial foi citado na delação do doleiro Álvaro Novis, operador financeiro da Fetranspor. Segundo o MPF, a entrega dos valores eram feitas no escritório de perito, em Niterói, e registradas em planilhas com o codinome “Charles”.

Segundo as investigações, Charles realizou perícias contábeis para definir o prejuízo das empresas de ônibus, como nas mais de 100 ações ajuizadas pelas companhias após uma redução no valor das passagens ser considerada ilegal pelo TJ-RJ no final da década de 1990.

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