Pastor abusou de sobrinha por sete anos em Duque de Caxias, revela reportagem

"Ele ameaçava estupra-la com mais 20 homens, se contasse", relata a mãe

(Foto: MARCELLO CASAL JR/ARQUIVO AGÊNCIA BRASIL)


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Portal Favelas - Em quem você pode confiar? Para Andrea da Silva, de 35 anos, pastor neopentecostal, amado em Piabetá, Duque de Caxias, com certeza era uma dessas pessoas, afinal era casado há muitos anos com sua irmã, era um ótimo “tio” para suas filhas. Ao menos era o que ela acreditava até dois anos atrás, quando descobriu que as filhas, com 11 e 8 anos passaram anos sofrendo abusos diários do “tio”. Imediatamente, a mãe foi na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM), no Centro de Duque de Caxias e registrou o caso. Segundo ela, levou consigo ao menos outras três vítimas, mas Andreia afirma que são mais de 10, entre fiéis, vizinhos e parentes seus, incluindo sua sobrinha.

“Eu reparei que minhas filhas começaram a chorar muito, a ficarem retraídas, a não querer proximidade de homens da família, ficarem quietas demais. Elas mudaram completamente. No início eu achava que era porque o pai delas havia morrido na mesma época, achei que era por isso, mas eu reparei que elas iam se retraindo ainda mais e quando eu falava com minha filha mais velha, ela abaixava a cabeça e estalava os dedos, tinha algo muito errado ali”, afirma Andrea.

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Segundo ela, junto com o comportamento estranho, aumentaram as visitas do “tio”, sempre que ela não estava presente. “Ele sempre me ligava, praticamente todo dia. Perguntava aonde eu estava e eu dizia, se eu estivesse na rua, ele dizia que tinha ido visitar as meninas para ver se estavam bem. Se eu estivesse em casa, ele nem aparecia lá, por que isso?”

O questionamento de Andrea a fez lembrar de um caso que aconteceu cerca de 10 anos antes, quando sua irmã lhe contou que tinha visto o marido tocando entre as pernas de uma das sobrinhas. Na época, ela conta que chegaram a reunir todas as crianças da família e perguntaram uma a uma se o tio tinha tocado nas partes íntimas delas ou cometido algum ato impróprio, todas disseram que não. “Como ninguém falou nada, aquilo ficou parecendo que foi coisa da cabeça da minha irmã e seguimos com nossas vidas em família. Ele se tornou pastor e eu frequentava a sua igreja. Ele era muito amado por Duque de Caxias toda, os cultos eram lotados e frequentados por muitos jovens e crianças”, relembra. “Depois daquele dia, proibi que deixassem qualquer um entrar em casa sem minha autorização, inclusive o pastor.”

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