Parte da pré-campanha de Pezão foi bancada por Barata, o rei dos ônibus

Em seu acordo de delação premiada, o marqueterido do PMDB nas últimas eleições do Rio, Renato Pereira, afirmou que a maior parte da pré-campanha de Luiz Fernando Pezão ao governo foi paga pelo empresário Jacob Barata, o rei dos ônibus no Rio; segundo Pereira, a pré-campanha de Pezão custou R$ 5 milhões, orçamento decidido em reunião ocorrida com a presença do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-secretário Wilson Carlos, em gabinete anexo ao Palácio Guanabara

Rio de Janeiro - O governador Luíz Fernando Pezão durante apresentação do Plano de Recuperação Fiscal do Estado do Rio de Janeiro no Palácio Guanabara (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O governador Luíz Fernando Pezão durante apresentação do Plano de Recuperação Fiscal do Estado do Rio de Janeiro no Palácio Guanabara (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)


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Rio 247 - O marqueteiro Renato Pereira contou em seu acordo de delação premiada que a pré-campanha do governador Luiz Fernando Pezão, feita a partir de 2013, custou R$ 5 milhões, orçamento decidido em reunião ocorrida no mesmo ano com a presença do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-secretário Wilson Carlos, em gabinete anexo ao Palácio Guanabara. O delator afirma que o empresário do setor de transportes Jacob Barata bancou a maior parte da pré-campanha.

Na reunião, o grupo constatou, segundo o relato, que Pezão precisava de atenção especial e antecipada, em razão de sua dificuldade de comunicação. Ao marqueteiro, encomendaram treinamento, apoio em redes sociais e peças de TV.

Segundo Pereira, coube ao então secretário de obras do governo Cabral, Hudson Braga — atualmente preso em Benfica —, cuidar do pagamento pelos serviços, por indicação do próprio candidato ao governo do Rio. Braga não era o tesoureiro da campanha de Pezão. O delator mencionou encontros com o secretário para tratar do tema em seu gabinete.

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Emissários teriam enviado R$ 400 mil mensais em espécie, entre o segundo semestre de 2013 e junho de 2014, ao prédio da Prole, sua agência. Outros R$ 700 mil foram pagos diretamente a Pereira por Paulo Fernando Magalhães Pinto, ex-assessor de Cabral já condenado a nove anos de prisão na Lava-Jato.

Uma nova reunião foi feita em maio de 2014, disse Pereira, no apartamento de Cabral, no Leblon, para decidir o custo total de marketing da campanha de Pezão: R$ 40 milhões. É quase o dobro do valor declarado oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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As informações são de reportagem de Thiago Herdy em O Globo.

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