Parentes de presos de Bangu protestam no Rio

As famílias de presos do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, fizeram uma manifestação contra a superlotação no presídio e pediam a transferência deles; as mulheres, que são parentes de ex-policiais, têm medo; “Ex-policiais militares, ex-policiais civis, bombeiros e muito dos milicianos que estão lá dentro, por não serem ex-funcionários, foram presos por eles próprios e permanecem presos até hoje; as mulheres também dizem estar sofrendo ameaças; “A gente entra, elas mexem com a gente, elas puxam o cabelo, teve amigas que já tiveram que descer do ônibus”, disse uma delas


As famílias de presos do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, fizeram uma manifestação contra a superlotação no presídio e pediam a transferência deles; as mulheres, que são parentes de ex-policiais, têm medo; “Ex-policiais militares, ex-policiais civis, bombeiros e muito dos milicianos que estão lá dentro, por não serem ex-funcionários, foram presos por eles próprios e permanecem presos até hoje; as mulheres também dizem estar sofrendo ameaças; “A gente entra, elas mexem com a gente, elas puxam o cabelo, teve amigas que já tiveram que descer do ônibus”, disse uma delas
As famílias de presos do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, fizeram uma manifestação contra a superlotação no presídio e pediam a transferência deles; as mulheres, que são parentes de ex-policiais, têm medo; “Ex-policiais militares, ex-policiais civis, bombeiros e muito dos milicianos que estão lá dentro, por não serem ex-funcionários, foram presos por eles próprios e permanecem presos até hoje; as mulheres também dizem estar sofrendo ameaças; “A gente entra, elas mexem com a gente, elas puxam o cabelo, teve amigas que já tiveram que descer do ônibus”, disse uma delas (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247- As famílias de presos do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, fizeram nesta sexta-feira (13), uma manifestação contra a superlotação no presídio e pediam a transferência deles, conforme mostrou o RJTV. Em relatório, o Ministério Público que pediu, com urgência, um plano para reduzir o número de presos nas cadeias de todo o estado. De acordo com o MP, nos últimos três anos a população carcerária fluminense aumentou 50%: são 50 mil detentos atualmente, contra 33 mil em 2013. Detalhe: o crescimento não foi acompanhado pela abertura de novas vagas no sistema prisional - no mesmo período, foram criadas apenas 173.

As mulheres, que são parentes de ex-policiais, têm medo. “Ex-policiais militares, ex-policiais civis, bombeiros e muito dos milicianos que estão lá dentro, por não serem ex-funcionários, foram presos por eles próprios e permanecem presos até hoje. Eles estão com medo, eles estão acuados, eles estão apreensivos”, disse uma das mulheres.

“O meu parente passou mal aqui, meu parente é ex-policial e ele foi socorrido pra UPA junto com mais 70 presos comum. Só ele de ex-PM. e foi um constrangimento pra ele, porque logo a seguir descobriram que ele era ex-PM”, afirmou outra mulher.

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As mulheres também dizem estar sofrendo ameaças. “A gente entra, elas mexem com a gente, elas puxam o cabelo, teve amigas que já tiveram que descer do ônibus”, disse uma delas. 

Elas também afirmam que, em Bangu 9, há superlotação e falta água, rato e falta de luz. Os familiares denunciam que, em Bangu 6, onde os ex-policiais cumpriam pena antes da transferência, houve, há uma semana, uma tentativa de invasão da galeria por presos comuns, durante a visitação.

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“O guarda chegou por volta de 13h30, pátio lotado, com criança, gente idosa, todo mundo com suas famílias, falando que os presos do outro lado, estavam querendo invadir”, disse uma das familiares.

Dez presos morrem no complexo

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A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) do estado do Rio de Janeiro registrou dez mortes no sistema penitenciário do Rio nos primeiros dez dias de 2017. Uma das suspeitas é de que o problema seja causado pela superlotação das carceragens. O estado tem 51.113 presos para 27 mil vagas. De acordo com a pasta, nenhuma morte teve causa violenta: todos morreram por "doença". Dos dez detentos que morreram, sete ainda respondiam a processo, ou seja, sem condenação. Foi aberta uma sindicância com o objetivo de apurar as mortes. Entre 2011 e 2016, a cada um dia e meio, em média, um detento morreu nos presídios do Rio. Foram 988 presidiários mortos neste período. Não houve chacinas. Segundo os registros, as causas foram naturais ou por doenças, o que representam 95% dos casos.

As deficiências no sistema prisional brasileiro voltaram a ganhar destaque na imprensa nacional após a morte de 89 detentos em Manaus (56), no último dia 2 - a rebelião começo no dia anterior - e em Roraima (33) no dia 7. Na quarta-feira (4), dois presos foram mortos na Penitenciária Padrão Romero Nóbrega, em Patos, Sertão da Paraíba. Nessa quinta-feira (12), dois homens foram mortos na Penitenciária de Regime Fechado em Tupi Paulista, no interior paulista. Um deles foi degolado, segundo informações da Delegacia Seccional da cidade de Dracena. Também nessa quinta, dois reeducandos que estavam detidos na Casa de Custódia, o Cadeião, em Maceió, foram mortos. Os corpos apresentam várias perfurações.

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ONG internacional critica sistema prisional

Nesta quinta-feira (12), um Relatório Mundial 2017 da Human Rights Watch (HRW), que analisa práticas na área de direitos humanos em mais 90 países chamou a atenção para os assassinatos praticados por policiais (execuções extrajudiciais), dos presídios superlotados e de maus-tratos, inclusive tortura, contra presos no Brasil.

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No documento, com 687 páginas a ONG cita melhorias no País no campo dos direitos humanos, como a expansão das audiências de custódia, que aceleram as decisões judiciais para presos em flagrante, mas faz muitas críticas à condução das áreas de segurança pública e sistema penitenciário, entre outras.

No relatório são destacados o aumento de 85% na população carcerária de 2004 a 2014, chegando a mais de 622.200 pessoas, capacidade superada em 67% no sistema prisional e o déficit de agentes penitenciários. A morte de 99 presos nos presídios dos estados do Amazonas, Roraima e Paraíba este mês entrou no documento.

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A rebelião que provocou a morta de quase 60 detentos em Manaus, por exemplo, foi a segunda maior chacina do sistema carcerário brasileiro, provocada por uma briga entre facções criminosas. A primeira aconteceu em 1992, na Casa de Detenção de São Paulo, onde 111 detentos foram assinados após o início de uma rebelião e o consequente confronto com a Polícia Militar.

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