Ação da PM durante baile funk em Paraisópolis foi criminosa, diz advogado de direitos humanos

"Os vídeos mostram torturas, abusos de autoridade, agressões e que os jovens foram encurralados pelos policiais. Demonstram que os PMs são os principais responsáveis pela tragédia. Eles deveriam ser afastados e presos", afirma Ariel de Castro Alves, advogado e conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos)

Advogado Ariel de Castro Alves comenta ação da PM em Paraisópolis
Advogado Ariel de Castro Alves comenta ação da PM em Paraisópolis (Foto: Reprodução | 247)


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247 - A ação da Polícia Militar durante um baile funk em Paraisópolis, periferia da zona sul de São Paulo, provocando a morte de nove adolescentes pisoteados, foi criminosa e os agentes deveriam estar afastados e presos. A opinião é do advogado Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos).

Vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do governo, o órgão tem como função apurar, denunciar e acompanhar investigações que ferem os direitos humanos no Estado de São Paulo.

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"Ontem antes de ver os vídeos, considerava a ação da polícia desastrosa, porque gerou tumultos e mortes em nome de uma suposta perseguição policial. Mas após ver esses vídeos, considero a ação dos PMs criminosa", disse o advogado, em referência a vídeos feitos em celulares e divulgados pelos moradores da comunidade.

"Os vídeos mostram torturas, abusos de autoridade, agressões e que os jovens foram encurralados pelos policiais. Demonstram que os PMs são os principais responsáveis pela tragédia", acrescentou. E a perseguição policial alegada pelos PMs para entrarem no baile na comunidade pode ser apenas um álibi, uma tentativa de justificar a ação. Eles sequer comprovam a citada perseguição policial", disse ainda o advogado.

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Para ele, "ainda que tivesse perseguição, esse tipo de ação violenta para dispersar um grande número adolescentes e jovens em vielas e becos só podia resultar em tragédia. Esses PMs deveriam estar afastados e presos".

Na noite deste domingo 1, um dia depois do massacre, moradores de Paraisópolis protestaram contra a violência e pediram o fim da Polícia Militar.

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Segundo a Prefeitura de São Paulo, 12 pessoas foram hospitalizadas. A Polícia Civil começa a ouvir testemunhas nesta segunda-feira 2.

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