Para Jandira, com base fragmentada, esquerda pode ganhar posições

"O presidente eleito da Câmara dá mais estabilidade, mas a fragmentação na base do governo aumentou e é bom para nós. A esquerda pode ganhar posições com isso", disse a deputada, ao comentar a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara; apesar de ter anulado voto no segundo turno, ela revela expectativa de que com nova presidência sejam superados os procedimentos autoritários que marcaram a gestão de Cunha

"O presidente eleito da Câmara dá mais estabilidade, mas a fragmentação na base do governo aumentou e é bom para nós. A esquerda pode ganhar posições com isso", disse a deputada, ao comentar a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara; apesar de ter anulado voto no segundo turno, ela revela expectativa de que com nova presidência sejam superados os procedimentos autoritários que marcaram a gestão de Cunha
"O presidente eleito da Câmara dá mais estabilidade, mas a fragmentação na base do governo aumentou e é bom para nós. A esquerda pode ganhar posições com isso", disse a deputada, ao comentar a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para presidente da Câmara; apesar de ter anulado voto no segundo turno, ela revela expectativa de que com nova presidência sejam superados os procedimentos autoritários que marcaram a gestão de Cunha (Foto: Gisele Federicce)


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Por Helder Lima, da Rede Brasil Atual

A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou, em entrevista coletiva hoje (14), que a eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara na noite de ontem, derrotando no segundo turno o candidato do governo, Rogério Rosso (PSD-DF), provocou maior fragmentação da base do governo interino na Casa. "O presidente eleito da Câmara dá mais estabilidade, mas a fragmentação na base do governo aumentou e é bom para nós. A esquerda pode ganhar posições com isso", disse a deputada.

Apesar de ter anulado seu voto no segundo turno, por ter se sentido "desconfortável" com a falta de um candidato do campo progressista, Jandira afirmou ter a expectativa de que com a presidência de Maia sejam superados os procedimentos autoritários que marcaram a gestão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que presidiu a Câmara até ser afastado de seu mandato pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no início de maio, devido a denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro da Operação Lava Jato, que indicam que ele teria recebido US$ 5 milhões de propina.

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A possibilidade de a Câmara ter uma nova institucionalidade com a mudança da presidência, no entanto, não muda o maior desafio do campo progressista, na opinião de Jandira, que é a pauta regressiva do governo interino de Michel Temer. "O que vamos enfrentar é a agenda do governo", declarou Jandira, para quem essa agenda tem um caráter "neoliberal, que volta com toda a carga". Segundo ela, a maior expressão dessa pauta é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um teto para os gastos do poder público, em todas as suas esferas, de acordo somente com a inflação do ano anterior, fechando pelos próximos cinco governos, ou 20 anos, a possibilidade de aumentos reais no orçamento – os efeitos dessa medida são que áreas sociais estratégicas, como saúde e educação, vão perder recursos que poderiam ser aplicados em maior oferta de inclusão social.

"Essa PEC dá sustentação para todo o processo que vamos viver aqui", defendeu Jandira. "Um governo provisório querer congelar o orçamento por 20 anos é um escárnio", criticou. Ela considera que a proposta cria uma espécie de lastro para todo o tipo de projeto regressivo que o governo quer consolidar, como a reforma da Previdência, cuja solução será, nas palavras da deputada, "aumentar a idade de aposentadoria para atrasar os benefícios".

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Jandira diz que Rodrigo Maia está compromissado com a agenda do governo, tanto que ele coloca a PEC 241 como prioridade. "Vamos ter resistência em saúde e educação. A PEC representa perda de conquistas e retrocesso grande", afirmou.

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