Paes teria usado registro fictício para anular gastos no fim do mandato

Uma ordem do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) nos últimos dias de sua gestão à frente da prefeitura levou ao cancelamento de gastos usando uma matrícula fictícia – de servidor inexistente – no sistema financeiro do município; o procedimento gerou suspeitas de manobras nas contas e virou alvo de sindicância na prefeitura e de processo no Tribunal de Contas no Município, segundo informação da Folha; relatório da Controladoria Geral do Município na atual gestão apontou que a ordem de Paes teria retirado do sistema do município R$ 497 milhões em empenhos (reserva no orçamento), dos quais R$ 350 milhões de fato eram devidos a fornecedores

Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Jornal do Brasil - Uma ordem do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) nos últimos dias de sua gestão à frente da prefeitura levou ao cancelamento de gastos usando uma matrícula fictícia – de servidor inexistente – no sistema financeiro do município. O procedimento gerou suspeitas de manobras nas contas e virou alvo de sindicância na prefeitura e de processo no Tribunal de Contas no Município. As informações são da Folha de S. Paulo.

Um relatório da Controladoria Geral do Município na atual gestão apontou que a ordem de Paes teria retirado do sistema do município R$ 497 milhões em empenhos (reserva no orçamento), dos quais R$ 350 milhões de fato eram devidos a fornecedores.

A atual administração precisou fazer uma auditoria para identificar quais serviços foram prestados, cujos pagamentos, dessa forma, não poderiam ser cancelados.

continua após o anúncio

No dia 23 de dezembro, Paes determinou que fossem cancelados todos os empenhos não liquidados do município "diretamente no sistema". A ordem tinha como objetivo não deixar serviços não concluídos como "restos a pagar" para o próximo ano.

O secretário municipal de Fazenda à época, Carlos Viegas, teria alertado ao então prefeito que tal medida poderia afetar casos em que os serviços foram efetivamente prestados. Isso porque há um intervalo natural entre a conclusão do trabalho, a verificação do gestor e a liquidação no sistema.

continua após o anúncio

Em seu despacho, Viegas disse que não seria possível analisar cada nota de empenho para verificar a entrega do serviço ou não. Assim, pede apenas a preservação de alguns itens, como ações essenciais de saúde e educação.

Após algumas alterações no programa do Fincon (sistema financeiro do município), o cancelamento em bloco dos empenhos foi efetuado. Um quarto do total cancelado por Paes atingiu a Secretaria de Saúde do Rio.

continua após o anúncio

Segundo nota da assessoria de imprensa do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), "o fato de existir sobra de caixa em dezembro de 2016 para cobrir todas as despesas mesmo na hipótese absurda de serem todas reempenhadas" e "a própria irrelevância do valor de cancelamento de empenhos" frente ao orçamento "comprovam" ter sido "mera regularização orçamentária".

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247