Paes recebe família de congolês assassinado e diz que punirá responsáveis pelo "crime horrível"

"Ouvi o depoimento de desespero de uma mãe apaixonada pelo Brasil e muito assustada”, informou o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes

(Foto: Reprodução)


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247 - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), colocou as secretarias de Cidadania e Direitos Humanos e de Assistência Social para acompanhar de perto a família do congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, jovem de 24 anos que foi espancado e assassinado na capital carioca.

O prefeito do Rio recebeu a mãe e dois irmãos do jovem em seu gabinete na tarde desta terça-feira, 1, e informou ter prestado os "mais profundos sentimentos" a eles pelo "crime horrível".

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"Ouvi o depoimento de desespero de uma mãe apaixonada pelo Brasil e muito assustada. Nosso compromisso foi o de lutar para que os responsáveis por essa atrocidade possam ser exemplarmente punidos", escreveu.

“Acabei de receber em meu gabinete a mãe e os dois irmãos de Moïse Mugenyi Kabamgabe brutalmente assassinado no Rio. Manifestei em nome de todos os cariocas nossos mais profundos sentimentos pela perda irreparável e pelo crime horrível do qual essa família foi vítima”, declarou.

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Mais cedo, nas redes sociais, Paes classificou o o assassinato como "inaceitável e revoltante". “O assassinato de Moïse Kabamgabe é inaceitável e revoltante. Tenho a certeza de que as autoridades policiais atuarão com a prioridade e rigor necessários para nos trazer os devidos esclarecimentos e punir os responsáveis. A prefeitura acompanha o caso”, informou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também comentou o caso. "O assassinato do congolês Moïse Kabamgabe não ficará impune. A Polícia Civil do Rio de Janeiro está identificando os autores dessa barbárie. Vamos prender esses criminosos e dar uma resposta à família e à sociedade. A Secretaria de Assistência à Vítima vai procurar os parentes para dar o apoio necessário", escreveu no Twitter.

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Congolês assassinado no Rio

O jovem congolês foi espancado por um grupo de homens na praia da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, na segunda-feira, 24, após cobrar R$ 200 em um quiosque de praia por duas diárias de trabalho. Os familiares relatam que Moïse foi espancado até a morte com pedaços de madeira, além de ter sido amarrado pelos agressores no quiosque Tropicália.

Advogados do responsável pelo quiosque estiveram na Delegacia de Homicídios nesta terça. A investigação está sob sigilo.

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A família diz estar "muito abalada", informa o jornal O Globo. Prima de Moïse, a psicóloga Wanieh Momabi, que mora no Brasil há 10 anos, disse ao jornal que a mãe do jovem assassinado, Lotsove Lolo Lavy Ivone, “é uma mãe batalhadora, lutadora”.

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“Quando trouxemos nossos filhos para cá, pensávamos que seríamos acolhidos. Lá, (no Congo) crianças com 5 anos, 6 anos, 11 anos, são forçadas a terem armas. E aqui, a gente tinha esperança. Esperança de dias melhores. Ele era um menino do bem. Mas, foi brutalmente assassinado”, disse.

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