Paes: ‘a Prefeitura não deve um tostão a empreiteira nenhuma’

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que a Prefeitura irá fiscalizar os canteiros das obras em andamento na cidade e que irá notificar, multar e pode até mesmo cancelar os contratos de obras que estiverem paralisadas; o chefe do executivo municipal negou que a gestão tivesse dado qualquer ordem para paralisação de obras pela cidade, após a derrota de seu candidato (Pedro Paulo) no primeiro turno das eleições; "A Prefeitura não deve um tostão a empreiteira nenhuma. Ao contrário, antecipa recursos que deveriam ser pagos pelo Governo Federal. Esse é o jogo tradicional dos empreiteiros. Eles sempre fazem assim", disse

Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou neste domingo (23) que a Prefeitura irá fiscalizar os canteiros das obras em andamento na cidade e que irá notificar, multar e pode até mesmo cancelar os contratos de obras que estiverem paralisadas. O chefe do executivo municipal negou que a gestão tivesse dado qualquer ordem para paralisação de obras pela cidade, após a derrota de seu candidato (Pedro Paulo) no primeiro turno das eleições.

"A Prefeitura não deve um tostão a empreiteira nenhuma. Ao contrário, antecipa recursos que deveriam ser pagos pelo Governo Federal. Esse é o jogo tradicional dos empreiteiros. Eles sempre fazem assim", disse Paes. De acordo com ele, a única obra parada é a da Transbrasil. E não é por falta de dinheiro, informou. "O dinheiro ali vem de um financiamento do Governo Federal e está em dia. Eles estão querendo reajustes e aditivos. E eu não quero dar. Estamos notificando (as empreiteiras)", complementou.

Após dois mandatos consecutivos no comando da cidade, o prefeito garantiu que as contas estão em ordem. "A Prefeitura tem suas contas perfeitamente em ordem. Duvido que algum governo no país pague em dia como a Prefeitura do Rio. Ajustes de fim de governo estou fazendo desde o momento em que terminou o primeiro turno para fazer a transição de forma adequada. Não existe um prestador de serviço em atraso", disse.

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Cobrado sobre a situação dos canteiros, flagrada pelo jornal o Globo, o presidente da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj), Luiz Fernando dos Santos Reis disse que a entidade recebeu 26 notificações de companhias do setor relatando uma ordem de suspensão dos trabalhos que teria sido passada informalmente por fiscais do município. Segundo ele, o governo estaria sem dinheiro para honrar os compromissos.

"Foi uma grande surpresa. A gente achava que os contratos iam ter continuidade. Sabíamos que, com a mudança de prefeito, haveria uma interrupção para auditoria. Mas a ordem verbal de suspensão das obras não era esperada. Isso vai criar o caos total no setor", afirmou. "A prefeitura está quebrada, parando. A situação é caótica".

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