'Os assassinos não deram chance para o meu filho', diz mãe de um dos jovens assassinados pela PM no RJ
“Ele e o amigo foram covardemente assasinados. Aquelas imagens foram cruciais para mostrar a barbárie que fizeram com eles. Eu quero dizer que a justiça tem que ser feita”, pede a dona de casa Renata Santos de Oliveira, mãe de Edson Arguinez Júnior, de 20 anos
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247 - A dona de casa Renata Santos de Oliveira, de 40 anos, diz que “é uma revolta, indignação, tristeza, um conjunto de sentimentos” ter que passar pelo enterro de seu filho, o camelô Edson Arguinez Júnior, de 20 anos, que foi assassinado pela Polícia Militar no Rio de Janeiro, junto com seu amigo Jhordan Luiz Natividade, estudante de 17 anos.
Edson foi enterrado na tarde desta segunda-feira, dia 14, no Cemitério Municipal de Belford Roxo, no bairro da Solidão. A mãe afirmou que os policiais são “assassinos” que “não deram chance” ao seu filho.
“Eu estou fazendo uma coisa que eu não desejo para ninguém, que é enterrar o meu filho. Os assassinos não deram chance para o meu filho. Não deram chance de um filho meu estar comigo hoje. Por quê? A troco de que ele fez isso com o meu filho?”, desabafou a dona de casa.
“Ele e o amigo foram covardemente assasinados. Aquelas imagens foram cruciais para mostrar a barbárie que fizeram com eles. Eu quero dizer que a justiça tem que ser feita. Eles têm que ser condenados e expulsos da corporação. Dois rapazes pretos não podem andar numa moto? Alguém viu o meu filho fazendo algo errado? Eles foram covardemente assasinados. Coloco a minha cara para que outros filhos não sejam os próximos amanhã. Temos que denunciar e a justiça tem que prevalecer”, afirmou.
“É uma indignação porque você não espera que a polícia vai matar. E o que mais é revoltante é que eles fizeram e foram para casa dormir. Eles mataram dois jovens a troco de nada. Eles poderiam ter prendido e levado para a delegacia. Eles estavam próximos a Delegacia. Eles torturaram, assassinaram e ainda colocaram os corpos em outro lugar. Eles devem ter achado que o caso iria ficam impune. Mas não. Não porque eles tem família. Espero que eles apodreceram na cadeia”, continuou.
Os policiais que abordaram os dois jovens foram o cabo Júlio Cesar Ferreira dos Santos e o soldado Jorge Luiz Custódio da Costa.
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