Oposição na Câmara irá à PGR contra Secretaria da Cultura por omissão na Cinemateca
"A Secretaria da Cultura reagiu com total descaso aos avisos que vinha reiteradamente recebendo", afirma o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos que endossa a notícia-crime
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247 - Deputados da oposição irão ingressar com uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República contra a Secretaria Especial da Cultura, que, segundo eles, foi omissa e não agiu com base nos diversos avisos que recebeu sobre os riscos de incêndio na Cinemateca Brasileira. Na noite desta quinta-feira (29), forte fogo tomou o prédio, localizado em São Paulo, onde ficavam armazenados 1 milhão de documentos da antiga Embrafilme, como roteiros, artigos em papel, cópias de filmes e documentos antigos.
"A Secretaria da Cultura reagiu com total descaso aos avisos que vinha reiteradamente recebendo", afirma o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos que endossa a notícia-crime, segundo a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo.
O documento também é assinado pelos deputados Jandira Feghali (PC do B-RJ), Alice Portugal (PC do B-BA), Benedita da Silva (PT-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Tadeu Alencar (PSB-PE) e Lídice da Mata (PSB-BA).
Teixeira reiterou que a Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados realizou audiências públicas sobre a Cinemateca com o secretário Especial de Cultura, Mário Frias.
Perdas irreparáveis
No prédio, localizado em São Paulo, capital, ficavam gravados 1 milhão de documentos da antiga Embrafilme, como roteiros, artigos em papel, cópias de filmes e documentos antigos. Alguns tinham mais de 100 anos e seriam usados na montagem de um museu sobre o cinema brasileiro. Trata-se do maior acervo audiovisual da América Latina, em cerca de 250 mil rolos de filmes.
Segundo um ex-funcionário da Cinemateca, foram perdidos no incêndio acervos da TV Tupi, Canal 100, Cinema Mundo e os primeiros registros do cinema brasileiro, feitos pelos Barões do Café.
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