Operador de Cabral diz que recebia R$ 150 mil por mês em propina

Em depoimento nesta segunda-feira, Carlos Miranda, o operador financeiro do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, detalhou o esquema de propina que era organizado pelo próprio Cabral; Miranda e os ex-secretários Wilson Carlos e Régis Fichtner recebiam R$ 150 mil todos os meses e havia pagamento de "13o e 14o salários", num esquema que funcionou até o fim de 2016, quando o ex-governador foi preso

Ex-governador do Rio Sérgio Cabral 
Ex-governador do Rio Sérgio Cabral  (Foto: Charles Nisz)


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Rio 247 - Apontado pela Operação Lava Jato como gerente do esquema de propinas da organização criminosa comandada pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, Carlos Miranda detalhou os valores dos pagamentos que ele e os ex-secretários Wilson Carlos e Régis Fichtner recebiam.

Segundo as informações dadas por Miranda em depoimento nesta segunda-feira (11), o esquema de propina funcionou até 2016, às vésperas da prisão de Cabral.“Tirávamos cerca de R$ 150 mil por mês. Também havia prêmios no fim do ano, como uma espécie de 13º ou 14º salários. Tudo era pago em dinheiro”, completou Miranda.

Segundo ele, a organização era controlada por Cabral. Wilson Carlos era o responsável pelos contatos com as empresas, e Fichtner cuidava do andamento do esquema dentro da estrutura do governo. Tudo era registrado em uma planilha controlada por Miranda - com o avanço das investigações da Lava Jato, ele resolveu destruir o documento.

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O ex-assessor da Secretaria de Estado de Transportes Luiz Carlos Velloso também prestou depoimento. Segundo Velloso, o deputado federal Júlio Lopes teve uma conta em uma corretora na qual acumulou R$ 3,5 milhões referentes à colaboração de campanha eleitoral. Desse total, R$ 1,5 milhão teria sido usado para o pagamento de despesas pessoais dele próprio e de Lopes.

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