Operação prende 26 traficantes no Alemão

Uma operação entre o GAECO, do MPE-RJ, a Subsecretaria de Inteligência (SSINT) da Secretaria Estadual de Segurança Pública e a Polícia Civil prendeu 26 pessoas durante a Operação Urano, no Complexo do Alemão, para cumprir 41 mandados de prisão preventiva contra traficantes que atuam no Complexo do Alemão e adjacências; o MPE denunciou o líder da quadrilha Edson Silva De Sousa, vulgo "Orelha", e mais 40 comparsas

Rio de Janeiro -Dois  blindados da Marinha pilotados por fuzileiros navais que foram usados na ocupação do complexo do Alemão levam jornalistas pelas ruas da favela e rotas de fuga na pedra do sapo que foi utilizada pelos traficantes  para deixarem a comu
Rio de Janeiro -Dois blindados da Marinha pilotados por fuzileiros navais que foram usados na ocupação do complexo do Alemão levam jornalistas pelas ruas da favela e rotas de fuga na pedra do sapo que foi utilizada pelos traficantes para deixarem a comu (Foto: Leonardo Lucena)


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Jornal do Brasil - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a Subsecretaria de Inteligência (SSINT) da Secretaria de Estado de Segurança Pública e a Polícia Civil prenderam, nesta quinta-feira (18), 26 pessoas durante a Operação Urano, no Complexo do Alemão, para cumprir 41 mandados de prisão preventiva contra traficantes que atuam no Complexo do Alemão e adjacências.

Do total de presos, 22 fazem parte da denúncia oferecida pelo GAECO contra integrantes do grupo responsável por diversos ataques a ônibus e até à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da comunidade. Duas pessoas foram presas em flagrante com drogas e outras duas já tinham mandados de prisão contra elas.

Os mandados foram expedidos pelo juiz Alexandre Abrahão, da 25ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Foram denunciados pelo MPRJ, com base em investigação da 45ª DP (Complexo do Alemão) em conjunto com a SSINT, o líder da quadrilha Edson Silva De Sousa, vulgo "Orelha", e mais 40 comparsas, entre eles o "gerente-geral" Igor Cristiano Santos De Freitas, vulgo "King" ou "Iguinho". A Operação Urano cumpre, ainda, sete mandados de busca e apreensão de adolescentes, expedidos pelo juízo da Infância e Juventude. As investigações começaram há oito meses, com o objetivo identificar os responsáveis por tentar desestabilizar o processo de pacificação na comunidade.

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Uma das características da associação criminosa, ligada ao Comando Vermelho, era a falta de uma divisão rígida de tarefas entre os integrantes, que, em geral, se revezavam na execução de suas funções e atividades. Na estrutura hierárquica, existiam, abaixo de "King", 13 gerentes, dois deles menores de idade, que tinham a função de receber carregamentos de drogas que seriam vendidas nas bocas de fumo, além de realizar a segurança armada dessas localidades, repelindo com violência toda e qualquer atividade da polícia (o que era chamado pelos membros da quadrilha de "contenção").

O trecho da denúncia afirma, ainda, que a organização criminosa coordena ataques sistemáticos de retaliação às ações policiais, não apenas às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Alemão e à 45º Delegacia de Polícia, mas também à UPA do Complexo do Alemão e aos ônibus que circulam na região, causando terror à população local e, de forma indireta, a toda a sociedade fluminense. Uma dessas ações ocorreu em 28 de abril, quando ônibus e carros estacionados próximo ao Comando de Polícia Pacificadora, na Estrada do Itararé, foram incendiados.

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Ainda segundo a denúncia, em 27 de abril deste ano, a denunciada Risodalva Barbosa Dos Santos, conhecida como "Paraíba" e mulher de "King", avisa estar com mais de 50 pessoas reunidas esperando a ordem do gerente-geral, que determina que eles quebrem toda a base da UPP do Complexo do Alemão e ainda ateiem fogo nela. As investigações apontam ainda que os traficantes cooptavam menores e pessoas sem anotação criminal para atuarem na linha de frente da venda de drogas.

Participam da operação 300 policiais civis de diversas delegacias distritais e especializadas, além da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE).

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