Rio 247 - A Polícia Civil do Rio e o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco) iniciaram na manhã desta quinta-feira (8) uma operação com o objetivo de prender os suspeitos de matarem 13 candidatos políticos na Baixada Fluminense entre novembro de 2015 e agosto de 2016.
Os homicídios ocorreram em Seropédica, Duque de Caxias, Magé, Queimados, Nova Iguaçu, Paracambi, Nilópolis, Japeri e São João de Meriti. Em agosto, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, pediu que a Polícia Federal que investigasse os casos.
Segundo informações da inteligência da DHBF, entre as principais causas das mortes estão o furto de combustíveis da Petrobras e a briga por territórios em diferentes municípios. Um local de furto foi estourado na manhã desta quinta-feira.
A polícia informou que, entre as 13 vítimas, havia cinco envolvidos com milícias: Leandro da Silva Lopes, Sérgio da Conceição de Almeida Júnior ( o Berém do Pilar); Julio Cesar Fraga Reis (PC do B); Denivaldo Meireles da Silva e Oswaldo da Costa Silva (Ratinho). Luciano Nascimento Batista, vereador do PC do B em Seropédica, também tinha relações anteriores com a milícia.
De acordo com as investigações, outro motivo dos assassinatos foi a atuação de algumas vítimas contra o tráfico de drogas: o vereador Marco Aurélio Lopes (PP), em Paracambi; a pré-candidata Aga Lopes Pinheiro (DEM) e o pré-candidato Anderson Gomes Vieira (Soró) em Nova Iguaçu. O policial militar Manoel Primo Lisboa, que pretendia se candidatar em Nova Iguaçu, lutava contra a tentativa da milícia de se infiltrar no bairro do Cabuçu.
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