Ônibus queimam durante confronto entre manifestantes e a polícia no centro do Rio de Janeiro

Manifestantes e policiais entraram em confronto no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, e pelo menos 8 ônibus foram incendiados durante protestos contra as reformas estruturais e os governos local e federal na capital fluminense; ônibus queimados permanecem na Lapa na manhã deste sábado

Manifestantes e policiais entraram em confronto no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, e pelo menos 8 ônibus foram incendiados durante protestos contra as reformas estruturais e os governos local e federal na capital fluminense; ônibus queimados permanecem na Lapa na manhã deste sábado
Manifestantes e policiais entraram em confronto no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, e pelo menos 8 ônibus foram incendiados durante protestos contra as reformas estruturais e os governos local e federal na capital fluminense; ônibus queimados permanecem na Lapa na manhã deste sábado (Foto: Felipe L. Goncalves)


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Da Reuters

Manifestantes e policiais entraram em confronto no centro do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira, e pelo menos 8 ônibus foram incendiados durante protestos contra as reformas estruturais e os governos local e federal na capital fluminense. No sábado de manhã, os coletivos ainda não haviam sido retirados.

Carros e lojas foram depredados durante o conflito, e uma coluna de fumaça podia ser vista à distância.

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"Com esse tipo de ataque, os veículos - que não têm seguro (as seguradoras não fazem apólices para ônibus) - são inteiramente descartados", disse em nota a Fetranspor (Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro). De acordo com as empresas de ônibus, o número de ônibus incendiados neste ano no Rio subiu para 39 nesta sexta.

Durante a manifestação realizada no dia de uma greve geral no país, representantes de grupos mascarados infiltraram-se no movimento e quando os manifestantes se preparavam para sair em caminhada pelo centro do Rio, teriam tentando forçar a grade que protege a Assembleia Legislativa. A ação levou homens da Força Nacional de Segurança a reagirem com bombas de gás e efeito moral.

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Houve pânico e correria. Os mascarados reagiram com pedras e fogos de artifício. Lojas foram depredadas perto da Alerj, e objetos foram incendiados, formando barreiras.

O policiamento no local foi reforçado.

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⁠⁠⁠"As reformas não foram negociadas com os trabalhadores, mas negociam com empresários de todos os setores. Falta diálogo ainda mais na reforma trabalhista que atinge a iniciativa privada e servidores públicos. Pode haver demissões em massa", disse Marcelo Neris, diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça Federal no Rio de Janeiro, que participava do ato.

A greve geral foi convocada nesta sexta-feira para protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência, consideradas essenciais pelo governo para a retomada da economia. Pelo país, trabalhadores de diversas categorias aderiram à greve. Houve paralisação dos transportes públicos e bloqueios em importantes vias de diversas cidades do país.

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(Por Rodrigo Viga Gaier)

 

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