Odebrecht gastou R$ 120 milhões com Cabral e Pezão, diz delator

A Odebrecht gastou em torno de R$ 120 milhões com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), entre caixa dois e propinas pagas a Cabral, de acordo com o ex-presidente da Construtora Benedicto Júnior; em troca, segundo o depoimento, a companhia conquistou os contratos do PAC das Favelas no Complexo do Alemão, o Arco Metropolitano, a Linha 4 do metrô, a reforma do Maracanã e outras obras que ele classificou como “projetos menores”

Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral
Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral (Foto: Giuliana Miranda)


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Rio 247 - O ex-presidente da Construtora Odebrecht, Benedicto Júnior, afirmou em delação premiada que a empresa gastou em torno de R$ 120 milhões com o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) e o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), entre caixa dois e propinas pagas a Cabral. Em troca, segundo o depoimento, a companhia conquistou os contratos do PAC das Favelas no Complexo do Alemão, o Arco Metropolitano, a Linha 4 do metrô, a reforma do Maracanã e outras obras que ele classificou como “projetos menores”.

As informações são de reportagem de Marco Grillo em O Globo.

"A contabilidade apresentada pelo executivo aos procuradores traz gastos de R$ 94 milhões a Cabral, incluindo uma mesada de R$ 1 milhão paga durante o ano de 2007. O acerto para o pagamento ocorreu em uma reunião no Palácio Guanabara. Benedicto Júnior disse ainda que a empresa pagou R$ 20,3 milhões na campanha de Pezão em 2014, via caixa dois — a prestação de contas apresentada pelo governador ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não traz doações da Odebrecht. A empresa teria pago ainda € 1 milhão ao marqueteiro de Pezão em 2014, Renato Pereira, a pedido de Cabral. No depoimento, o ex-presidente da construtora identificou repasses para a campanha relacionados ao contrato da Linha 4. Segundo o delator, os pagamentos a campanha do governador aconteceram a pedido de Cabral.

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'O Pezão não sentou com a Odebrecht para pedir dinheiro', disse Benedicto Júnior."

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