‘Nunca desconfiei’, diz Paes sobre secretário preso na Lava-Jato

O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, que viajou a trabalho para Lima (Peru), assumiu a responsabilidade pela nomeação de Alexandre Pinto para a Secretaria Municipal de Obras, preso na Lava Jato; Paes, no entanto, disse que nunca desconfiou de Alexandre; "A notícia me incomoda, me decepciona, me envergonha. Não desconfiava, não fazia ideia. Torço e rezo para que ele possa esclarecer, que fatos não sejam verdadeiros"; a nova fase da Operação Lava Jato prendeu o ex-secretário; a denúncia tem como base a delação da empreiteira Carioca Engenharia e referente ao pagamento de propina e desvio nas obras do corredor de ônibus Transcarioca

Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Coletiva de imprensa com o prefeito Eduardo Paes, para falar sobre o vazamento da conversa entre ele e o ex-presidente Lula (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, que viajou a trabalha para Lima (Peru), assumiu a responsabilidade pela nomeação de Alexandre Pinto para a Secretaria Municipal de Obras no começo do governo, em 2009. Paes disse que nunca desconfiou de Alexandre, mas, de acordo com o peemedebista, o envolvimento do ex-titular da pasta com corrupção o decepciona e envergonha.

"Quem o nomeou fui eu. Fiz questão de fazer indicações técnicas para as secretarias de Obras, Fazenda, Educação e Saúde. Foram escolhas pessoais, minhas. Alexandre não teve nenhuma tarefa política no governo. Não era filiado a partido algum", afirmou. "A notícia me incomoda, me decepciona, me envergonha. Não desconfiava, não fazia ideia. Torço e rezo para que ele possa esclarecer, que fatos não sejam verdadeiros", acrescentou. A entrevista foi concedida ao Globo. 

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A nova fase da Operação Lava Jato chegou à prefeitura através de investigações de contratos na gestão de Paes. Pinto foi preso em casa, em um condomínio  na Zona Oeste do Rio. A denúncia tem como base a delação da empreiteira Carioca Engenharia e referente ao pagamento de propina e desvio nas obras do corredor de ônibus Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões, e da drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá.

Paes disse que não suspeitou de nada porque as obras municipais estavam sujeitas aos órgãos de fiscalização, que nada constataram nos sete anos e meio da gestão de Pinto. "Quando tinha oportunidade, eu perguntava aos empreiteiros: "E ai, tudo bem? Tem alguém pedindo alguma coisa?", disse.

 

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