Número de pacientes baleados em hospitais do Rio é alarmante

O número de pacientes baleados atendidos no hospitais públicos do estado Rio chegou a 1.275 nos seis primeiros meses desse ano, mais que em todo o ano passado, quando foram 996; em primeiro lugar na lista está o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias, com 369 baleados. Na unidade está internado, por exemplo, o bebê Arhtur, atingido por um tiro quando ainda estava na barriga da mãe

O número de pacientes baleados atendidos no hospitais públicos do estado Rio chegou a 1.275 nos seis primeiros meses desse ano, mais que em todo o ano passado, quando foram 996; em primeiro lugar na lista está o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias, com 369 baleados. Na unidade está internado, por exemplo, o bebê Arhtur, atingido por um tiro quando ainda estava na barriga da mãe
O número de pacientes baleados atendidos no hospitais públicos do estado Rio chegou a 1.275 nos seis primeiros meses desse ano, mais que em todo o ano passado, quando foram 996; em primeiro lugar na lista está o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias, com 369 baleados. Na unidade está internado, por exemplo, o bebê Arhtur, atingido por um tiro quando ainda estava na barriga da mãe (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O número de pacientes baleados atendidos no hospitais públicos do estado Rio chegou a 1.275 nos seis primeiros meses desse ano, mais que em todo o ano passado, quando foram 996. Em primeiro lugar na lista está o Hospital Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, Caxias, com 369 baleados. Na unidade está internado, por exemplo, o bebê Arhtur, atingido por um tiro quando ainda estava na barriga da mãe. Na segunda posição aparece o Hospital Getúlio Vargas, próximo dos complexos do Alemão e da Penha. Depois estão o Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo, e o Azevedo Lima, em Niterói. Boa parte dos feridos tem envolvimento com o tráfico de drogas. 

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) apontaram que o número de homicídios dolosos e por oposição à intervenção policial aumentou de 2.424 para 2.809 de janeiro a maio de 2017, em comparação com o mesmo período do ano passado.

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As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) estão tendo que se adaptar à enorme quantidade de baleados. Foram criadas para cuidar de casos mais simples, mas médicos e enfermeiros estão sendo treinados para atender vítimas de armas fogo.

No Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), que é federal e desde 2002 é administrado pela prefeitura do município, foram atendidos 172 baleados. Em 2016, foram 475 casos e, este ano, a estimativa é ultrapassar os anteriores, pois já foram cerca de 400, o que representa uma média de dois por dia. Os relatos foram publicados no G1.

Um disparo de arma de fogo também causa ferimentos no orçamento do hospital. Atender um baleado por essa arma de guerra pode custar até R$ 200 mil. "Não é só o primeiro atendimento. É um paciente que em seguida vai pro CTI e tem um custo exarcebado no decorrer de sua internação. Pacientes hoje que quando tem a abordagem de vários especialistas, órteses e prótese, pode chegar a 150, 200 mil cada doente", informou a direção da unidade.

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O hospital da Posse recebe do governo federal R$ 8 milhões e a prefeitura do município dá mais R$ 10 milhões. São R$ 18 milhões que o hospital gasta por mês, mas a conta está no limite. A direção informou que, neste ano, aumentou o número de leitos de alta complexidade de 11 pra 32. 

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