Novo superintendente da PF no Rio tem sob sua responsabilidade cinco casos que podem interessar a Bolsonaro
Delegado Tácio Muzzi terá sob sua responsabilidade ao menos quatro investigações envolvendo os filhos de Jair Bolsonaro ou pessoas próximas ao clã. Um quinto inquérito apura a tentativa de substituição do delegado da Receita Federal no Porto de Itaguaí
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247 - O delegado da Polícia Federal (PF) Tácio Muzzi, escolhido pelo novo diretor-geral, Rolando de Souza, para comandar a superintendência da corporação no Rio de Janeiro, terá sob sua responsabilidade ao menos cinco investigações que podem interessar direta ou indiretamente Jair Bolsonaro. A substituição do comando da chefia da PF no Rio foi um dos estopins da crise que culminou na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
Segundo reportagem do jornal O Globo, quatro investigações envolvem os filhos de Bolsonaro ou pessoas próximas ao clã, como Fabrício Queiroz, ex-assessor do atual senador Flávio Bolsonaro. O quinto caso envolve a intenção de Bolsonaro em substituir o delegado da Receita Federal no Porto de Itaguaí, José Alex Nóbrega de Oliveira. A zona portuária de Itaguaí é dominada por milícias e o local é considerado um ponto de entrada de mercadorias ilegais.
Uma outra investigação de interesse de Bolsonaro, segundo a reportagem, é uma menção feita por um delegado sobre o deputado Hélio Lopes em uma investigação sobre supostos crimes previdenciários que teriam sido cometidos por um outro réu.
Também no ano passado, Bolsonaro teria se irritado com o vazamento do porteiro do condomínio onde o ex-capitão mora. No depoimento, o porteiro disse que um dos acusados de assassinar a vereadora Marielle Franco havia pedido para ir à residência da Bolsonaro no dia do crime. Após a PF abrir um inquérito para apurar o caso, o porteiro recuou do primeiro depoimento.
Na PF fluminense também existe um inquérito eleitoral, desde 2018, para apurar as suspeitas de que o senador Flávio Bolsonaro tenha cometido os crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral em suas declarações de bens nas eleições de 2014, 2016 e 2018. Em março deste ano, porém, foi pedido o arquivamento do inquérito pela inexistência de indícios sobre os supostos crimes.
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