No Rio, servidores do MPU protestam por reajuste

Em greve desde 5 de fevereiro, servidores do Ministério Público da União (MPU) no Rio fizeram manifestação nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, centro da cidade; com tambores, apitos e cartazes, dezenas de pessoas pediam, principalmente, reajuste salarial e a implementação do plano de cargos e salários; de acordo com ao movimento, o salário dos servidores não é reajustado há nove anos; além disso, três planos de cargos e salários já foram criados, mas nenhum saiu do papel

Em greve desde 5 de fevereiro, servidores do Ministério Público da União (MPU) no Rio fizeram manifestação nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, centro da cidade; com tambores, apitos e cartazes, dezenas de pessoas pediam, principalmente, reajuste salarial e a implementação do plano de cargos e salários; de acordo com ao movimento, o salário dos servidores não é reajustado há nove anos; além disso, três planos de cargos e salários já foram criados, mas nenhum saiu do papel
Em greve desde 5 de fevereiro, servidores do Ministério Público da União (MPU) no Rio fizeram manifestação nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, centro da cidade; com tambores, apitos e cartazes, dezenas de pessoas pediam, principalmente, reajuste salarial e a implementação do plano de cargos e salários; de acordo com ao movimento, o salário dos servidores não é reajustado há nove anos; além disso, três planos de cargos e salários já foram criados, mas nenhum saiu do papel (Foto: Leonardo Lucena)


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Da Agência Brasil

Em greve desde 5 de fevereiro, servidores do Ministério Público da União (MPU) no Rio de Janeiro fizeram manifestação hoje (23) nas escadarias da Câmara Municipal, na Cinelândia, centro da cidade. Com tambores, apitos e cartazes, dezenas de pessoas pediam, principalmente, reajuste salarial e a implementação do plano de cargos e salários.

De acordo com a representante do movimento, a técnica administrativa da Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região Adriana Salomone, o salário dos servidores não é reajustado há nove anos. Além disso, três planos de cargos e salários já foram criados, mas nenhum saiu do papel.

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"Os servidores estão desmotivados. Muitos estão saindo, fazendo concurso para outros órgãos. Tivemos aumento de 15% a ser pago em parcelas, mas isso não corresponde à inflação", disse ela. "Alguns estão com problemas de saúde, pois não conseguem pagar suas contas", acrescentou.

Os servidores pedem aprovação dos projetos de lei 7919/2014 e 7920/2014 que tramitam no Congresso e determinam a recomposição das perdas inflacionárias do período e a criação de um plano de cargos e salários. Os grevistas também criticaram a discrepância salarial existente dentro do ministério e entre carreiras similares do Executivo e do Legislativo.

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Segundo Adriana, um servidor técnico começa a carreira com cerca de R$ 4 mil, enquanto um procurador começa com aproximadamente R$ 25 mil e tem direito a auxílio-moradia de R$ 4,3 mil.

A aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual, que pode ocorrer amanhã (24), também é outro pleito da categoria. Os grevistas pretendem pressionar a inclusão do orçamento do MPU na Lei Orçamentária Anual. "Esperamos que o procurador-geral da República [Rodrigo Janot] nos represente no Congresso para que entre essa previsão orçamentária", disse Adriana.

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Também estão paradas as representações da Procuradoria da República em São Gonçalo, Resende, Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo, Campos dos Goytacases, Macaé, Angra dos Reis e São Pedro da Aldeia. Servidores de outros estados, como Paraíba, Mato Grosso e Acre, aderiram à paralisação, informou Adriana.

Os servidores saíram da Cinelândia e foram até a sede da Procuradoria da República no Rio.

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Hoje também representantes de órgãos do MPU e do Poder Judiciário estiveram com políticos da bancada paraibana no Congresso Nacional para mostrar a situação remuneratória dos servidores e ressaltar a necessidade de corrigir distorções e de valorizar a carreira de servidor.

A assessoria de comunicação da Procuradoria Regional da República na 2ª Região (RJ/ES) informou, em nota, que se solidariza com os servidores "pela justa reivindicação de melhoria remuneratória e valorização das carreiras de apoio técnico e jurídico".

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De acordo com a assessoria, a proposta orçamentária da instituição para 2015, aprovada pelos procuradores-gerais do MPU e encaminhada ao Poder Executivo, pede a reestruturação das carreiras dos servidores, e isso está sob análise do Congresso. "Espera-se que Legislativo e Executivo se sensibilizem para esta justa reivindicação, com vistas à melhoria dos serviços prestados pelo Ministério Público, a bem da sociedade", conclui a nota.

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