No Rio, secretário lamenta: 'estado vive a situação mais difícil desde 1930’
O secretário da Fazenda do Estado do Rio, Júlio Bueno, afirmou que a crise é muito séria no Brasil e o governador Luiz Fernando Pezão está fazendo o impossível para tirar o estado da crise; "O estado enverga, mas não quebra. É evidente que a situação é muito difícil. A mais difícil situação desde 1930. E esse ano vai ser um ano dificílimo. Temos um déficit de R$ 19 bilhões e estamos adotando medidas para adotar R$ 19 bilhões extras. Mas não conseguimos adotar essas medidas no tempo necessário"
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Rio 247 - O secretário da Fazenda do Estado do Rio, Júlio Bueno, afirmou que a crise é muito séria no Brasil e o governador Luiz Fernando Pezão está fazendo o impossível para tirar o estado da crise. De acordo com o titular da pasta, todos os chefes de executivos estaduais estão enfrentando dificuldades, mas o Rio enfrenta a maior crise desde 1930. Esta semana, o governo fluminense altera pagamento dos servidores para o 10° dia útil, provocando a ira do funcionalismo. Ele calculou, por exemplo, que o estado enfrenta a inadimplência de quem não consegue pagar os impostos em R$ 7 bilhões e a sonegação deve variar entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.
"O estado enverga, mas não quebra. É evidente que a situação é muito difícil. A mais difícil situação desde 1930. E esse ano vai ser um ano dificílimo. Temos um déficit de R$ 19 bilhões e estamos adotando medidas para adotar R$ 19 bilhões extras. Mas não conseguimos adotar essas medidas no tempo necessário", disse Bueno, conforme relato do G1.
O pacote de medidas de ajustes financeiros não foi bem recebido na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e teve de ser retirado. De acordo com o secretário, a retirada do pacotão de medidas foi uma estratégia parlamentar, sugerida pela Casa, e não uma derrota para o governo. Bueno informou que o governo está buscando, por exemplo, um consenso entre servidores e patrões a respeito do aumento da contribuição, a desvinculação de recursos, ao longo do tempo.
O secretário disse que não viu o relatório da Tribunal de Contas e confirma que o estado tenha deixado de receber R$ 138 bilhões, que foram dados em isenções de impostos às empresas. Segundo Bueno, o cálculo é confuso, quando cita por exemplo, o financiamento que o estado concedeu para a fábrica da Nissan se instalar no Rio. "A gente precisa entender esse relatório. Esse é um número que, a princípio, não concordamos com ele", diz Bueno.
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