No Rio, 15 ônibus são depredados durante greve
Segundo o Rio Ônibus; este foi o total de veículos alvos de ataques durante a paralisação de 24 horas dos rodoviários do Rio; em coletiva de imprensa realizada na sede da CSP- Conlutas, no Centro do Rio, os dissidentes do sindicato dos rodoviários disseram que a adesão à greve foi de 60%; o número é seis vezes maior que os 10% do que calcula a Rio Ônibus, que representa as empresas de coletivos; além da reivindicação de aumento, os rodoviários querem arrecadar assinaturas para um abaixo assinado pelo fim da dupla função
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Jornal do Brasil - Quinze veículos foram depredados nesta quarta-feira, segundo o Rio Ônibus, durante a paralisação de 24 horas dos rodoviários do Rio. Em coletiva de imprensa realizada na sede da CSP- Conlutas, no Centro do Rio, os dissidentes do sindicato dos rodoviários disseram que a adesão à greve foi de 60%. O número é seis vezes maior que os 10% do que calcula a Rio Ônibus, que representa as empresas de coletivos.
Os dissidentes pedem a intervenção do prefeito Eduardo Paes para negociarem com os empresários e donos das empresas de ônibus. Uma nova assembleia foi marcada para sexta-feira (30), na Central do Brasil. Além da reivindicação de aumento, os rodoviários querem arrecadar assinaturas para um abaixo assinado pelo fim da dupla função.
À tarde, o metrô foi fechado por 30 minutos, das 16h30 às 17h, devido ao acesso indevido à via de um passageiro na Estação Uruguaiana.
Pela manhã, o presidente do Sindicato das Empresas de Ônibus do município do Rio (Rio Ônibus), Lélis Teixeira, disse que 90% dos ônibus da cidade circulavam normalmente. Segundo ele, a paralisação fracassou porque não houve violência na porta das garagens e os rodoviários se sentiram seguros para trabalhar. Teixeira informou que somente três empresas da zona oeste estavam com poucos ônibus operando.
Os próprios motoristas e cobradores desistiram da paralisação de 24 horas, alegando que acabam sendo prejudicados, que o acordo coletivo já foi assinado e pago nos salários de abril. O motorista Alberto dos Santos, da Linha 232 - Lins-Praça XV, disse que saiu para trabalhar normalmente porque faltando ao trabalho perde o dia e ainda a folga semanal. "E aí eu pergunto: quem vai pagar as minhas contas no fim do mês?", indagou.
As empresas de ônibus que saíam da zona norte estavam com a maioria dos carros nas ruas. As linhas 247 - Camarista Méier-Passeio; 249 - Água Santa-Carioca e 260 - Praça XV-Valqueire estavam com os carros rodando normalmente e atendendo à população.
A auxiliar administrativa Lorena Sousa, de 19 anos, disse que não encontrou dificuldades para pegar o ônibus para o trabalho. "Tem ônibus. Eu peguei o 383 [Realengo-Praça da República] bem. Mal cheguei ao ponto e ele passou. Quando cheguei à Sulacap [zona oeste do Rio], peguei o 888 [Sulacap-Barra da Tijuca] no ponto final, mais vazio do que nunca. Mas há um acidente na Estrada do Catonho e estou tentando passar".
Os trens de subúrbio circulavam normalmente, mas com a capacidade máxima, atendendo ao plano de contingência implantado pela prefeitura. No terminal de ônibus da Central do Brasil, de onde saem os ônibus para a zona sul, o movimento era normal, com passageiros aguardando nas filas, mas nada diferente do dia a dia.
A prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Transportes, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), da Secretaria Especial de Ordem Pública e da Guarda Municipal, em parceria com o Rio Ônibus, a Polícia Militar, o Metrô Rio, a Supervia e CCR Barcas, colocou em prática um plano de contingência para minimizar os impactos à população da decisão dos rodoviários de parar por 24 horas.
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