Neozelandês diz ter sido sequestrado por policiais
Lutador de jiu-jitsu neozelandês Jason Lee denunciou ontem, em seu perfil na rede social Facebook, ter sido sequestrado por homens com uniformes de policiais, no Rio de Janeiro; homens teriam exigido que Jason os levasse até caixas eletrônicos para retirar uma "grande soma de dinheiro para suborno";"Não sei o que é mais deprimente: o fato de essas coisas estarem acontecendo com estrangeiros tão perto dos Jogos Olímpicos ou o fato de os brasileiros terem de viver em uma sociedade que permite essa situação diariamente", escreveu; Lee está há dez meses no Brasil para aprimorar suas técnicas de jiu-jitsu, já que o país é referência no esport
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Vitor Abdala, repórter da Agência Brasil - O lutador de jiu-jitsu neozelandês Jason Lee denunciou ontem, em seu perfil na rede social Facebook, ter sido sequestrado por homens com uniformes de policiais, no Rio de Janeiro.
Segundo relato postado, ele foi abordado no sábado (23) por homens uniformizados e ameaçado de prisão, caso não entrasse no carro deles. Os homens então exigiram que Jason os levasse até caixas eletrônicos para retirar uma "grande soma de dinheiro para suborno".
Segundo ele, o fato ocorreu fora da cidade do Rio de Janeiro, quando ele voltava de uma competição em Resende, na região sul fluminense. "Não sei o que é mais deprimente: o fato de essas coisas estarem acontecendo com estrangeiros tão perto dos Jogos Olímpicos ou o fato de os brasileiros terem de viver em uma sociedade que permite essa situação diariamente", escreveu Lee.
Lee também escreveu em seu perfil que ao prestar depoimento na delegacia ocultou detalhes importantes, como o número da placa do carro dos supostos policiais, por medo de represálias.
De acordo com o jornal neozelandês NZ Herald, Lee está há dez meses no Brasil para aprimorar suas técnicas de jiu-jitsu, já que o país é referência no esporte. Em comentários anteriores, Lee já havia criticado a falta de segurança no Rio de Janeiro, em situações como sacar dinheiro de um caixa eletrônicos.
A Agência Brasil entrou em contato com as polícias Civil e Militar e aguarda resposta.
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