‘Não sabia que oferecer bala era crime’, diz viúva de vendedor de doce morto por policial
"Eu só quero que a justiça seja feita. Que esse homem seja punido, que ele seja preso", acrescentou Taís Conceição de Oliveira Santos
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247 - A viúva de Hiago Macedo de Oliveira Bastos, de 21 anos, morto por um policial militar na estação das barcas de Niterói na manhã desta segunda-feira (14), prestou depoimento na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI), lamentou o ocorrido. Taís Conceição de Oliveira Santos afirmou que o seu marido "só desceu para trabalhar, como fazia todos os dias". Os relatos dela foram publicados em reportagem do jornal Extra (RJ).
"Estava com uma caixa de balas na mão. Não sabia que hoje em dia a gente oferecer bala era um crime. A gente está só trabalhando. Se o ser humano não quer doce, é só não comprar. Um homem sacar uma arma e tirar a vida de um pai de família desnecessariamente? Em que mundo a gente está vivendo?", questionou ela, emocionada. "Eu só quero que a justiça seja feita. Que esse homem seja punido, que ele seja preso, em vez de ficar andando pra lá e pra cá que nem quando eu cheguei na delegacia", disse.
O sargento Carlos Arnaud Silva Júnior, que está depondo na DHNSGI, disse ter atirado para evitar uma tentativa de assalto. De acordo com testemunhas, o policial à paisana e o vendedor começaram a discutir depois que o trabalhador ofereceu seus produtos. O policial teria "se assustado" com o jovem.
"Meu filho que estava com ele contou que a única coisa que o Hiago fez foi oferecer uma bala para o moço", disse Taís. "A pessoa não quis, e ele falou: 'Tá bom, você não é obrigado a comprar'. E o outro já veio dando tapa no peito, agredindo. Em momento algum meu marido reagiu ou foi pra cima. Quando viu a arma, ele só perguntou: 'Você vai me dar um tiro à toa?'. E ele fez isso, atirou no peito, pra matar. No meio de um monte de testemunha", acrescentou.
A viúva afirmou que a ação do PM foi uma "covardia". "Ele só queria comprar as coisinhas para a filha dele, e agora não vai voltar mais. Ficou estirado no chão. Nossa menina vai completar 2 anos sem pai", afirmou.
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