Na Rocinha tem gente vendendo o celular para comprar comida
De acordo com o DataRio, a Rocinha, maior favela do Brasil, tem 48 mil habitantes por km quadrado, quase nove vezes mais do que a média do restante da cidade, o que dificulta a aplicação das medidas de isolamento
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247 - Com mais de 100 mil pessoas, a Rocinha tem pelo menos 34 casos confirmado. Pelo menos 10 pessoas já morreram nas favelas do Rio. Arthur Carvalho tem 22 anos e mora na Rocinha. Era servente de pedreiro, mas perdeu o emprego por causa da crise do coronavírus. A esposa dele vendeu o celular para comprar comida.
“Estou desempregado e pago aluguel. O dono da casa me aliviou mas pediu pra pagar as contas da casa, a água. Eu não consigo entrar no seguro desemprego porque preenchi alguma coisa errada e os locais estão fechados, não dá pra resolver nada”, lamentou. Os relatos foram publicados no Buzzfeed Brasil.
De acordo com o DataRio, a Rocinha tem 48 mil habitantes por km quadrado, quase nove vezes mais do que a média do restante da cidade, o que dificulta a aplicação das medidas de isolamento.
Severino Franco, 38, da Associação de Cultura, Arte e Esporte da Rocinha (ACER), relatou vários problemas que impedem a quarentena para os moradores da favela. "Tem o porteiro, a faxineira, e se a pessoa não for pro trabalho, ela perde. Esse é um momento que nos mostra a disparidade social entre o morro e o asfalto".
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