Municípios do Rio paralisam serviços não essenciais por um dia

Com dificuldades para manter a qualidade da maioria dos serviços essenciais e até para pagar o 13º salário do funcionalismo, cerca de 40 prefeituras do estado do Rio de Janeiro paralisaram os serviços públicos não essenciais, em protesto contra o que chamam de "estrangulamento econômico" que enfrentam por causa da crise econômica e da queda na arrecadação; nesta terça-feira (29), prefeitos dos municípios envolvidos no protesto apresentarão ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, propostas de redução de gastos

Com dificuldades para manter a qualidade da maioria dos serviços essenciais e até para pagar o 13º salário do funcionalismo, cerca de 40 prefeituras do estado do Rio de Janeiro paralisaram os serviços públicos não essenciais, em protesto contra o que chamam de "estrangulamento econômico" que enfrentam por causa da crise econômica e da queda na arrecadação; nesta terça-feira (29), prefeitos dos municípios envolvidos no protesto apresentarão ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, propostas de redução de gastos
Com dificuldades para manter a qualidade da maioria dos serviços essenciais e até para pagar o 13º salário do funcionalismo, cerca de 40 prefeituras do estado do Rio de Janeiro paralisaram os serviços públicos não essenciais, em protesto contra o que chamam de "estrangulamento econômico" que enfrentam por causa da crise econômica e da queda na arrecadação; nesta terça-feira (29), prefeitos dos municípios envolvidos no protesto apresentarão ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, propostas de redução de gastos (Foto: Leonardo Lucena)


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Nielmar de Oliveira Silva

Com dificuldades para manter a qualidade da maioria dos serviços essenciais e até para pagar o 13º salário do funcionalismo, cerca de 40 prefeituras do estado do Rio de Janeiro decidiram paralisar hoje (28) os serviços públicos não essenciais, em protesto contra o que chamam de "estrangulamento econômico" que enfrentam por causa da crise econômica e da queda na arrecadação.

Amanhã (29), prefeitos dos municípios envolvidos no protesto apresentarão ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília, propostas para redução de despesas como alternativa à desoneração dos gastos municipais, sem danos aos serviços prestados à população. O prefeito de Sapucaia, Anderson Zanon, que preside a Associação Estadual de Municípios do Estado do Rio de Janeiro, liderará o grupo que vai a Brasília.

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Segundo Zanon, os prefeitos sentem-se mal por ter de cortar serviços, por causa da queda dos repasses aos municípios, e procurarão sensibilizar a administração federal a ajudá-los a solucionar os problemas. "Estamos paralisando alguns serviços não essenciais e, na audiência com o presidente da Câmara, vamos expor a situação e pedir ajuda. Sabemos que não adianta chegar com o pires vazio na mão, porque ele tende a voltar vazio, uma vez que o governo federal também passa por dificuldades", disse Zanon à Agência Brasil.

Ele considera mais grave a situação das prefeituras fluminenses do que as dos municípios de outros estados porque o Rio de Janeiro, maior produtor de petróleo do país, sofre mais ainda com o problema por causa da queda na arrecadação dos royalties. "Por isso, resolvemos nos unir em uma manifestação pacifica de protesto e chamar a atenção para o fato de que a situação está complicada e de que alguns serviços essenciais estão sendo prejudicados e perdendo qualidade, não por incompetência ou má gestão dos municípios, mas por absoluta falta de recursos decorrente da queda da arrecadação."

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Entre as prefeitura que aderiram ao movimento estão as de Cabo Frio, uma das que mais arrecadam com os royalties, de Nova Friburgo e Teresópolis, na região serrana do estado, e Valença, no sul fluminense.

Manifesto

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Em manifesto à população, os prefeitos afirmam que a crise econômica que atinge o país afeta, de forma aguda, sistemática e não prevista, os entes municipais em geral. Segundo os prefeitos, por causa da crise e de medidas equivocadas do governo federal, reduziu-se muito o repasse de recursos aos municípios, "o que está levando as cidades a uma situação econômica e financeira insustentável".

"Os municípios estão na ponta da linha do atendimento à população em praticamente todos os serviços públicos. É nas portas da prefeitura ou das secretarias municipais que a população vai bater quando precisa de atendimento", diz o texto. No entanto, a queda de arrecadação e a estagnação da economia estão tornando "inviável manter a qualidade de tais serviços", acrescentam os prefeitos, que apontam ainda o "quadro de gestão equivocada da administração federal". De acordo com os prefeitos, isso forma um cenário "nada animador" para os próximos meses e anos.

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O manifesto diz que as prefeituras Já adotaram os cortes que poderiam adotar, mas ressalta que isso não está sendo suficiente por causa da queda de arrecadação. Os prefeitos descartam a ideia de cortes na folha de pagamentos e de demissões em massa e explicam que, por isso, decidiram determinar a paralisação por um dia de todos os serviços municipais não essenciais, "como forma de protestar de modo pacífico, mas veemente, contra o estrangulamento econômico que as comunidades municipais estão enfrentando".

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