Mulheres fazem versão brasileira de coreografia e hino feminista chilenos

O poderoso hino chileno ‘El violador es tu’, cantado na versão original pelo coletivo feminista chileno Las Tesis, cujo vídeo viralizou na internet, ganhou versão brasileira em que diz: "o estuprador é você" (assista)

Feministas fazem versão brasileira de hino e coreografia chilenos
Feministas fazem versão brasileira de hino e coreografia chilenos (Foto: Reprodução/vídeo)


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247 - A coreografia protagonizada por mulheres chilenas em protesto contra o abuso e o feminicídio e que está viralizando pelo mundo todo inspirou também as brasileiras, que nesta quarta-feira 4 se reuniram em São Paulo e no Rio de Janeiro para cantar sua versão. 

Na capital paulista, cerca de 100 mulheres se reuniram no Largo da Batata para montar a letra em português do hino chileno ‘El violador es tu’. No Rio, a coreografia foi feita por um grupo de mulheres da Cinelândia.

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"A culpa não era minha, nem onde estava, nem o que vestia, o estuprador é você", cantam as brasileiras, de olhos vendados, um símbolo para a denúncia de abusos. A versão original foi criada pelo coletivo feminista Las Tesis, de Valparaíso. 

"Soube do evento através de uma articulação na internet e me somei, como diversas outras mulheres. Desde que vi o Coletivo feminista Las Tesis, do Chile, fiquei impactada e achei potente. É lindo ver o grito de milhares de mulheres para denunciar as condições de violência que enfrentamos por aqui e em todo o mundo. Só em São Paulo foram 82 casos de feminicídio esse ano, e a cada 1 hora uma mulher é estuprada. Nossas vidas não valem nada pra esses governos e para o capitalismo", disse ao 247 a jornalista e ativista do Movimento Negro Unificado (MNU) Simone Nascimento, que estava na gravação do vídeo. 

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"As mulheres têm sido linha de frente na resistência em todo o mundo. No Brasil tivemos o Fora Cunha, na Marcha das Mulheres Negras, Indígenas e Margaridas, no 8 de março, no #EleNão. No Chile, a greve das mulheres foi potente e se mostra agora nessas intervenções em meio a um país em grandes mobilizações por direitos", acrescentou. 

Ela disse ainda ter gostado da letra brasileira que fala que o “Estado opressor é racista estuprador”, pois "no Brasil o maior número de vítimas somos nós, mulheres negras".

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