Mulheres acusam chefe da PM no Rio de machismo
De acordo com um grupo de cerca de 30 mulheres aprovadas em um concurso da Polícia Militar no estado em 2010, o comandante-geral da PM, José Luís Castro Menezes, teria dito que elas são um custo para a corporação por conta da menstruação e da gravidez e que as mulheres não teriam porte físico e capacidade mental necessária para ingressar na corporação; "choram na primeira pressão", disse
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Rio 247 – Cerca de 30 mulheres aprovadas em um concurso da Polícia Militar (PM) em 2010 acusam o comandante-geral da PM, José Luís Castro Menezes, de ter dito que as mulheres são um custo para a corporação por conta da menstruação e da gravidez. Segundo o relato do grupo, Luís Castro teria dito, também, que as mulheres não teriam porte físico e capacidade mental necessária para ingressar na corporação e que "choram na primeira pressão".
"Me senti muito constrangida e oprimida. Estamos no século XXI e não há motivo para a mulher ser subjugada pela capacidade física e, principalmente, pela capacidade mental. Nós temos direitos iguais. Se não for assim, de que vale a lei?", disse Janaína, 26 anos, que participa da manifestação e foi aprovada no concurso. "Não tem cabimento estudar, passar numa prova e vir alguém subjugar você e dizer que você não tem capacidade mental", acrescentou.
A PM negou, através de nota, que o comandante tenha falado em custo e disse que ele informou apenas que a maioria das atividades policiais demanda esforços mais afeitos ao gênero masculino. Segundo informações do jornal O Globo, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) enviará ofícios às secretarias estaduais da Casa Civil, de Planejamento e Gestão (Seplag) e para a Corregedoria da Polícia Militar pedindo esclarecimentos acerca da possível discriminação contra as mulheres aprovadas no concurso.
A comissão pretende saber como é feita a seleção de mulheres para a PM, pois algumas aprovadas dizem ter tirado notas maiores que muitos homens selecionados no concurso. As mulheres foram encaminhadas para o Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), que prestará auxílio jurídico ao grupo.
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