Mulher morre depois de tomar cloroquina
Dona de casa de 53 anos fez exame para o novo coronavírus quando apresentou sintomas, mas os resultados não ficaram prontos
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247 - Uma mulher medicada com cloroquina morreu na madrugada de quinta-feira (10), quatro dias depois de se tratar com o remédio. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, da Folha.
De acordo com reportagem, Eliane Aparecida Gardin de Andrade, de 53 anos, procurou o pronto atendimento do hospital Sancta Maggiore, ligado à rede Prevent Senior, por apresentar vômitos incessantes. Receitaram-lhe remédio para o estômago.
Ela fez exame quando apresentou sintomas de que estava com o novo coronavírus, mas os resultados não ficaram prontos.
"Porém, os vômitos continuaram, e ela retornou ao mesmo local. Dessa vez, os médicos receitaram que ela tomasse cloroquina por sete dias, azitromicina e tamiflu. Passado este período, uma médica daquele hospital telefonou para Eliane e a atendeu por uma consulta remota, de telemedicina. A paciente disse que estava melhor, e a profissional lhe deu alta", destaca a reportagem.
Após um desmaio em casa, a filha tentou fazer reanimação, mas não funcionou. Foi então que os familiares chamaram o Samu, que atestou a morte.
Ainda segundo a reportagem, a Prevent Senior afirmou que "categoricamente, não é possível afirmar ou associar o tratamento à ocorrência da causa mortis". "A paciente estava há seis dias sem a medicação. Qualquer ilação é temerária e má-fé", afirma o advogado Nelson Wilians, que representa a operadora de plano de saúde.
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