MST ocupa Incra em São Paulo contra o despejo do Acampamento Marielle Vive

Movimento denuncia a decisão judicial que possibilita o despejo das mais de 450 famílias e 150 crianças, que moram há quase 4 anos no Acampamento Marielle Vive

Acampamento Marielle Vive abriga mais de mil famílias
Acampamento Marielle Vive abriga mais de mil famílias (Foto: Juliana Gimenez)


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247 - Nesta terça-feira (30), data nacional em que se comemora a criação do Estatuto da Terra, mais de 200 acampadas e acampados do Acampamento Marielle Vive, de Valinhos, em São Paulo, realizam ato no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para exigir que seja suspendida a ordem de despejo do acampamento e para que seja realizado o cadastro das famílias Sem Terra.

O movimento denuncia a decisão judicial que possibilita o despejo das mais de 450 famílias e 150 crianças, que moram há quase 4 anos no Acampamento Marielle Vive. E solicita que o INCRA realize a intermediação no conflito junto à Prefeitura de Valinhos e a juíza local. Exigindo também que sejam garantidos os direitos e a segurança das famílias em contexto de pandemia, e a construção do Projeto Descentralizado de Assentamento Sustentável (PDAS) no Marielle Vive.

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De acordo com Gerson Oliveira da direção estadual do MST São Paulo, “não podemos esperar que o capital imobiliário use as terras para especulação impedindo a Reforma Agrária para a produção de alimentos saudáveis, especialmente nesse momento de grave crise sanitária, econômica, social e ambiental que recolocou ao Brasil no mapa da fome".

A tarde haverá outro ato com convocatória pública contra o despejo do Marielle Vive e por Reforma Agrária na praça da Sé, às 14h. De acordo com o MST, ao longo da tarde desta terça, outras intervenções em manifesto estão programadas para acontecer.

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Despejo é crime

A reintegração de posse foi concedida à Eldorado na semana passada, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Não é a primeira vez que essa tentativa de acabar com o acampamento Marielle Vive acontece. Em 2020, a Eldorado já havia solicitado essa reintegração da posse do terreno, mas o processo foi suspenso diante da pandemia de covid-19.

O MST lembra leis que proíbem despejos na pandemia, como a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal. E a Lei 14.226/21, sancionada em outubro.

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