MST impõe derrota a João Doria, e votação do “PL da Grilagem” é adiada na Assembleia de SP

Acordo entre governo e oposição determina fim de sessão, após deputado bolsonarista ofender agricultores e gerar revolta

(Foto: Mauricio Garcia de Souza )


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Por Igor Carvalho, do Brasil de Fato - Após acordo entre os partidos, de oposição e governistas, a votação do Projeto de Lei 410, conhecido como “PL da Grilagem”, foi adiada para a próxima terça-feira (6), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

O PL 410 segue em tramitação de urgência e havia pressão do governador João Doria (PSDB), autor do projeto, para que fosse aprovado nesta terça-feira (30). No entanto, a reação dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que ocuparam as galerias do plenário, interferiu no destino da sessão. 

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“O PL 410 ainda será votado, mas não hoje. Isso é uma vitória do MST, uma vitória dos movimentos sociais, que vieram até essa casa é pressionaram os parlamentares”, disse o deputado estadual Carlos Gianazzi, líder do PSOL na Alesp. 

O projeto regulamenta a titulação de terras da reforma agrária no estado. O receio da oposição é que essas terras públicas acabem nas mãos do agronegócio. 

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Isso porque o PL da Grilagem poderá favorecer grandes fazendeiros e empresas do setor que estejam em áreas do estado, que se tornariam elegíveis a receber até 500 mil hectares de terras, segundo o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). 

O PL determina que quem estiver na área publica deve pagar 5% do valor venal do terreno ao estado, para garantir o Título de Domínio (TD). Tratam-se de quantias plenamente executáveis para as empresas do agronegócio, mas que podem representar um impeditivo financeiro às famílias de agricultores que vivem em lotes e assentamentos rurais. 

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“Infelizmente, há crises, geadas, estamos sujeitos a intempéries. A agricultura é uma atividade complexa, que não permite ao assentado trabalhador da terra planejar a compra de uma área direto do estado”, explica Kelli Mafort, do MST. 

Interrupção 

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Descontente com a preseça dos agricultores nas galerias de acesso público do plenário da Assembleia paulista, o deputado Douglas Garcia (PTB) afirmou durante a sessão que o MST é um “grupo terrorista”, formado por “delinquentes”. A reportagem esteve presente durante todo o dia de trabalho na Alesp e não testemunhou a realização de qualquer ato dos agricultores na Casa que justificasse a afirmação do parlamentar.

A postura de Garcia gerou reação nas galerias, e os militantes do MST deram as costas para o deputado, conhecido correligionário do presidente jair Bolsonaro (sem partido),. 

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Ato contínuo, a deputada Maria Lucía Amary (PSDB), que é da base do governo, se revoltou e pediu que o microfone de Costa fosse cortado e que o MST fosse respeitado. O bolsonarista terminou sua fala, mas se retirou do plenário. 

Em seguida, os líderes dos partidos fecharam um acordo para que a votação do PL 410 fosse adiada.

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