MPRJ prende no Rio delegado em ação contra esquema de propina contra lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis
O MP afirma que o grupo exigia vantagens indevidas de comerciantes do polo de moda na Região Serrana do RJ para que pudessem vender roupas piratas
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247 - O delegado Maurício Demétrio Afonso Alves, que foi titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), foi preso na manhã desta quarta-feira (30) por suspeita de comandar um esquema que exigia propina de lojistas da Rua Teresa, em Petrópolis, para permitir a venda de roupas falsificadas. A reportagem é do portal G1. Demétrio foi um dos alvos da Operação Carta de Corso, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ). Outros cinco policiais haviam sido presos até a última atualização desta reportagem.
A reportagem ainda indica que o objetivo era cumprir, no total, oito mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal Especializada da Capital.
Em março, a DRCPIM deflagrou a Operação Raposa no Galinheiro, em que foi detido o delegado Marcelo Machado. Na ocasião, a especializada afirmou que Machado tinha montado uma empresa de confecção de roupas piratas — a despeito de ele próprio estar investigando a DRCPIM pela Corregedoria. Essa operação foi forjada.
Segundo o MPRJ, o policial civil Celso de Freitas Guimarães Junior, chefe da DRCPIM que “gozava da total confiança de Demétrio”, já tinha conhecimento formal da investigação contra o esquema da especializada desde agosto de 2020. “Evidente, portanto, que Demétrio também sabia da investigação”, destacam os promotores.
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