MPF-PR denuncia 11 pessoas em investigação da operação Trapaça envolvendo BRF

Procuradores acusam empregados da empresa de usar “substâncias proibidas pela legislação brasileira no fabrico de compostos adicionados à ração,” conhecidos no mercado com premix

(Foto: REUTERS/Nacho Doce)


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SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério Público Federal do Paraná denunciou nesta quarta-feira 11 pessoas no âmbito da operação Trapaça envolvendo a BRF, de acordo com documento visto pela Reuters.

Das 11 pessoas denunciadas, uma ainda trabalharia na companhia como diretor Agropecuário do grupo, segundo documento em que os procuradores oferecem a denúncia.

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De acordo com uma porta-voz da companhia, não há diretor da BRF entre os denunciados e o diretor Agropecuário citado não trabalha mais na empresa.

A BRF não tinha comentários adicionais imediatos com relação ao oferecimento das denúncias, na qual os procuradores acusam empregados da empresa de usar “substâncias proibidas pela legislação brasileira no fabrico de compostos adicionados à ração,” conhecidos no mercado com premix.

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Eles também teriam utilizado substâncias permitidas, mas em dosagem diferente do que a declarada às autoridades e constante dos rótulos dos produtos, de acordo com os procuradores.

“Para o fim de garantir que a prática delituosa não fosse detectada, os denunciados ainda agiram... para... burlar a fiscalização federal, operando outras fraudes, como a remoção de estoques de substâncias usadas na fabricação do premix e a manipulação de amostras...,” de acordo com a peça acusatória.

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Segundo o MPF, as substâncias adicionadas às rações e ao chamado premix eram em muitos casos “potentes antibióticos” cuja dosagem deve ser controlada e restrita.

O rígido controle do uso de antibióticos, segundo o MPF, objetiva evitar que a carne proveniente dos animais abatidos cheguem ao consumidor final contendo doses excessivas destes medicamentos.

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A denúncia sustenta que os atos ilegais alegadamente praticados por funcionários da BRF na fabricação de rações e do composto premix teria ocorrido “no mínimo entre os anos de 2012 e 2018,” de acordo com a acusação.

As ações da BRF chegaram a reduzir a alta logo após a publicação da reportagem, chegando a 35,95 reais, perto da mínima da sessão, mas retomaram os ganhos e subiam 1,68% por volta de 17:30, a 36,40 reais.

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