MPF pede condenação de ex-presidentes da Andrade e da Eletronuclear

O MPF-RJ alegou que os ex-presidentes da empreiteira Andrade Gutierrez Otávio Azevedo (à esq.) e da Eletronuclear Othon Luiz Silva tinham um “meticuloso esquema” e “organização criminosa” que usava influência política com o objetivo de fraudar licitações da usina nuclear de Angra 3; segundo o órgão, Silva era o “principal mentor e beneficiário” do esquema, com a cobrança de propina de 1% nos contratos, atuando para proteger as empresas do cartel de empreiteiras que atuavam na construção da obra

O MPF-RJ alegou que os ex-presidentes da empreiteira Andrade Gutierrez Otávio Azevedo (à esq.) e da Eletronuclear Othon Luiz Silva tinham um “meticuloso esquema” e “organização criminosa” que usava influência política com o objetivo de fraudar licitações da usina nuclear de Angra 3; segundo o órgão, Silva era o “principal mentor e beneficiário” do esquema, com a cobrança de propina de 1% nos contratos, atuando para proteger as empresas do cartel de empreiteiras que atuavam na construção da obra
O MPF-RJ alegou que os ex-presidentes da empreiteira Andrade Gutierrez Otávio Azevedo (à esq.) e da Eletronuclear Othon Luiz Silva tinham um “meticuloso esquema” e “organização criminosa” que usava influência política com o objetivo de fraudar licitações da usina nuclear de Angra 3; segundo o órgão, Silva era o “principal mentor e beneficiário” do esquema, com a cobrança de propina de 1% nos contratos, atuando para proteger as empresas do cartel de empreiteiras que atuavam na construção da obra (Foto: Leonardo Lucena)


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Rio 247 - O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro (MPF-RJ) pediu, na última sexta-­feira (3), a condenação do ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Silva, e o presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, por crimes de corrupção na construção da usina nuclear de Angra 3. O processo é derivado da Operação Lava Jato e corre na 7ª Vara Criminal do Rio. O processo pede a condenação de outras 12 pessoas por desvios superiores a R$ 4,4 milhões, além do bloqueio e restituição do valor.

De acordo com o MPF, os réus tinham um “meticuloso esquema” e “organização criminosa” que usava influência política com o objetivo de fraudar licitações da usina.

Os procuradores afirmaram que o esquema se valeu de uma empresa Aratec, de propriedade da filha do ex­-presidente da Eletronuclear, Ana Cristina, para “dissimular a origem ilícita” dos pagamentos de propina. Outras quatro empresas teriam participado do esquema como intermediárias dos pagamentos por meio de contratos fraudulentos.

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O MPF relatou que Othon Luiz Silva era o “principal mentor e beneficiário” do esquema, com a cobrança de propina de 1% nos contratos, atuando para proteger as empresas do cartel de empreiteiras que atuavam na construção da usina. Segundo os procuradores, Othon Luiz admitiu a ocultação de recursos recebidos pela Andrade Gutierrez entre 2007 e 2015, somando mais de R$ 3,4 milhões.

Em depoimento, o ex­presidente da Eletronuclear disse não considerar os pagamentos como “propina”. “Achava ele lícito do ponto de vista moral ainda que não o fosse sob o ponto de vista administrativo ou judicial”, informou o MPF. Sua filha, Ana Cristina, disse que “não se metia nos negócios do papai”.

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Othon tem o pedido de condenação baseado nos crimes de corrupção passiva, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, obstrução da justiça e organização criminosa, entre outros delitos. O ex-­presidente da Eletronuclear também é citado como beneficiário de uma conta em Luxemburgo, não declarada ao Banco Central, com mais de US$ 185 mil.

 

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